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    MPGO cobra reconstrução de pontes em Crixás

    MPGO cobra reconstrução de pontes em Crixás após risco a moradores e estudantes; ação pede interdição imediata e multa diária de R$ 100 mil.

    O MPGO cobra reconstrução de pontes em Crixás por meio de Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência. A Promotoria de Justiça do município acionou a prefeitura para garantir a interdição e a reconstrução emergencial das estruturas sobre o Córrego Fundo e o Rio Canabarrinho. Segundo o Ministério Público de Goiás, as pontes estão comprometidas ou destruídas, o que obriga moradores — inclusive crianças em idade escolar — a atravessar os cursos d’água a pé, sob risco de acidentes e afogamentos.

    A ação foi proposta pela promotora Gabriela Paula de Castro. Além disso, o MP requer que o município instale uma ponte provisória no Córrego Fundo em até 15 dias ou construa uma definitiva no prazo máximo de 45 dias. No mesmo período, o órgão também pede a reconstrução integral da ponte sobre o Rio Canabarrinho.


    Situação crítica das pontes em Crixás

    De acordo com investigação conduzida pelo MP, a ponte sobre o Córrego Fundo foi destruída em maio de 2022 após um acidente envolvendo um caminhão. Desde então, moradores atravessam o córrego ao lado da estrutura quebrada. Durante o período chuvoso, a situação se agrava, pois o nível da água impede a passagem de veículos e interrompe o transporte escolar.

    Enquanto isso, relatório técnico do próprio Departamento de Engenharia do município, datado de setembro de 2025, apontou comprometimento estrutural elevado na ponte sobre o Rio Canabarrinho. O documento recomenda interdição em até 10 dias e reconstrução integral, com prazo estimado de três meses.


    Outras pontes também preocupam o MPGO

    O MPGO cobra reconstrução de pontes em Crixás após cinco anos de acompanhamento da situação. Além das duas estruturas mais críticas, o órgão identificou problemas em outras pontes da região do Canabarro e Boa Vista. Vigas podres, tabuleiros incompletos e vãos perigosos dificultam o tráfego e isolam moradores, prejudicando inclusive o escoamento da produção leiteira local.

    Segundo a promotora, a prefeitura apresentou apenas cronogramas genéricos e promessas de licitação que não saíram do papel. Em outubro de 2025, o MP expediu recomendação com prazos específicos para reparos em outras estruturas. No entanto, quatro meses depois, as determinações não foram integralmente cumpridas.

    Dessa forma, o Ministério Público sustenta que a omissão municipal viola o dever constitucional de garantir serviços públicos essenciais com segurança e eficiência. Além da reconstrução imediata, o MP exige que o município apresente, em 48 horas, todos os procedimentos de licitação relacionados às obras. Caso descumpra as determinações, poderá pagar multa diária de R$ 100 mil.

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