Centro de São Paulo tem axé e outras surpresas no domingo de carnaval
O circuito de blocos da República, na capital paulista, teve uma tarde de desfiles tranquilos. Nesse cenário, o público aproveitou ritmos como o Axé e o Forró. Os blocos Domingo Ela Não Vai e Explode Coração foram os grandes destaques. Apesar de cheio, o circuito oferecia boa mobilidade e facilidade de acesso aos foliões.
Experiência familiar e fuga dos megablocos
A estudante de jornalismo Luma Gregório aproveitou a festa com amigos e parentes. Segundo ela, o local estava “gostoso para brincar” e com mais espaço que outros pontos da cidade. No entanto, Luma revelou que pretende evitar os megablocos nesta edição.
Essa decisão surgiu após uma experiência negativa na Consolação durante o pré-carnaval. Na ocasião, a multidão ficou prensada e teve dificuldades de locomoção. Por isso, a foliã agora busca blocos menores e mais tradicionais, como a Charanga do França.
O fôlego do Centro e a tradição dos blocos
Próximo à Biblioteca Mário de Andrade, as irmãs Estela e Josy Madeira recuperavam as energias. Para elas, o Carnaval do Centro parece um pouco mais vazio este ano. Isso ocorre, possivelmente, devido à concentração de pessoas nos circuitos do Ibirapuera e da Consolação.
Mesmo assim, as irmãs seguem acompanhando a folia paulistana. Elas já passaram por blocos variados, como o Bollywood e o Perdi Tudo na Augusta. Além disso, o plano para a segunda-feira envolve o tradicional bairro do Bixiga. Lá, poderão encontrar o histórico bloco Esfarrapado, que desfila desde 1947 ao som da Vai-Vai.
Forró e resistência cultural
Já no meio da tarde, o bloco SP Forró começou a animar quem permanecia na República. O desfile foi liderado por Juarez Martins e Ana Freire, vestidos de Lampião e Maria Bonita. Curiosamente, o casal se apresenta durante o ano todo com o grupo Trio da Lua.
Portanto, a diversidade cultural continua sendo a marca do Carnaval de rua em São Paulo. O bloco, que já tem seis anos de história, seguiu animado sob o sol forte. Dessa maneira, o evento provou que ritmos regionais possuem um espaço consolidado no coração da metrópole.