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    Com gestão, empresário canedense monta frota com ônibus de leilões e coloca veículos de volta às ruas

    Empresário de Senador Canedo afirma que 95% da frota da Viação Carvalho veio de leilões de veículos de gestões públicas.

    O empresário Samuel Carvalho, dono da Viação Carvalho, transformou leilões públicos em estratégia de crescimento. Samuel Carvalho afirma que adquiriu 95% da frota da empresa por meio de veículos usados que pertenciam a prefeituras e outros órgãos públicos. Além disso, ele garante que conseguiu reduzir custos sem comprometer o padrão de atendimento.

    Segundo o empresário de Senador Canedo, o mercado de leilões oferece oportunidades reais para quem tem conhecimento técnico. No entanto, ele ressalta que o setor exige planejamento, análise mecânica e visão logística. Caso contrário, o risco aumenta.

    Economia com leilões públicos

    De acordo com Samuel Carvalho, a economia na compra pode variar entre 30% e 50% do valor de mercado. Por exemplo, um micro-ônibus 2013/2013 pode ser adquirido por cerca de R$ 140 mil. Enquanto isso, um modelo zero quilômetro custa, em média, R$ 700 mil. Em um dos casos citados, ele afirma ter arrematado um ônibus por R$ 21 mil, ainda em bom estado estrutural.

    Atualmente, a Viação Carvalho possui 38 veículos. Desse total, 95% vieram de leilões promovidos por administrações públicas. Após a compra, todos passam por reforma completa na própria empresa. Dessa forma, retornam ao mercado para atender transporte turístico, escolar e corporativo.

    Conhecimento técnico como diferencial

    Samuel Carvalho destaca que os veículos são adquiridos “no estado em que se encontram”. Portanto, podem exigir reparos leves ou intervenções estruturais em motor, elétrica, funilaria e estofamento. Por isso, ele reforça que não se trata apenas de preço baixo, mas de gestão eficiente.

    Segundo o empresário, todos os veículos passam por avaliação mecânica rigorosa antes de voltar às ruas. Inclusive, alguns ônibus que tiveram baixa no Detran servem como fonte de peças para outros projetos de recuperação.

    “No início, disseram que era loucura. Porém, não é sobre valor. É sobre gestão. Um veículo que era visto como sucata pode voltar a rodar com qualidade”, afirmou.

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