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    MotoGP em Goiânia: Conheça a tecnologia dos pneus que vão “derreter” no asfalto goiano

    Composta por borracha, aramida e segredos químicos, tecnologia da Michelin permite que motos inclinem até 64 graus em velocidades superiores a 360 km/h.

    Goiânia finalmente recebe a elite da motovelocidade mundial este mês. Além disso, o evento marca o retorno do Brasil ao calendário oficial após duas décadas de ausência. No entanto, o verdadeiro protagonista silencioso do espetáculo não é o motor, mas o pneu. Em um esporte onde milímetros separam o pódio da queda, a Michelin entrega verdadeiros computadores de borracha para os pilotos.

    Diferente dos pneus de rua, os modelos da MotoGP possuem uma vida curta e intensa. Como resultado, o calor de Goiânia será o maior desafio das equipes, já que a temperatura da pista deve ultrapassar facilmente os 50°C.

    O “Grude” Matemático

    Os pneus de pista seca, chamados de Slicks, não possuem sulcos. Portanto, eles garantem 100% de contato com o solo. Dessa forma, a mágica acontece quando o composto atinge a “janela de funcionamento”:

    • Pneu Dianteiro: Opera idealmente entre 90°C e 110°C.

    • Pneu Traseiro: Ferve entre 100°C e 130°C.

    Consequentemente, a borracha sofre uma reação química e se transforma em um adesivo potente. Graças a isso, os pilotos inclinam a moto em ângulos de até 64°, desafiando as leis da física em cada curva.

    Assimetria: O segredo para o Autódromo de Goiânia

    O circuito goiano exige muito do lado direito do pneu em trechos específicos. Por esse motivo, a Michelin fornece pneus assimétricos. Ou seja, um lado da estrutura carrega uma borracha mais dura para resistir ao desgaste, enquanto o lado oposto permanece macio para oferecer aderência imediata.

    Assim, os engenheiros garantem que o pneu não se desintegre antes do final da prova.

    Tabela: Os Tipos de Compostos para o GP do Brasil

    Composto Característica Quando os pilotos escolhem?
    Soft (Macio) Máxima aderência, alta degradação Qualificações e Corridas Sprint
    Medium (Médio) Equilíbrio entre vida útil e grip Escolha padrão para a corrida principal
    Hard (Duro) Consistência para o calor extremo Dias de sol forte em Goiânia

    Pressão no limite

    Atualmente, a regra da pressão mínima gera polêmica na categoria. Afinal, se o piloto corre com pressão baixa, ele ganha aderência, mas arrisca a segurança do pneu. Por isso, os comissários monitoram sensores em tempo real para punir quem descumprir o regulamento técnico.

    Vai ao Autódromo?

    O GP do Brasil acontece entre os dias 20 e 22 de março. Além da corrida, a cidade oferece a Fan Fest oficial no Estádio Serra Dourada, com shows de Matuê e Capital Inicial. Certamente, o evento conectará a adrenalina das pistas com a cultura goiana.

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