Ouvidoria da Mulher consolida rede de acolhimento em Goiânia e registra alta de 38% nas denúncias de violência em 2025
Ouvidoria da Mulher amplia atendimentos e reforça combate à violência
A Ouvidoria da Mulher da Câmara Municipal de Goiânia registrou aumento de 38% nas denúncias de violência em 2025. Além disso, o canal realizou 255 atendimentos individuais a mais que em 2024. Os dados confirmam o fortalecimento da política pública e indicam maior confiança das mulheres no serviço.
Estruturada a partir do mandato da vereadora Aava Santiago (PSB), que atua como ouvidora especial, a Ouvidoria da Mulher se consolidou como porta de entrada para mulheres em situação de violência. O espaço integra escuta qualificada, atendimento psicológico, orientação jurídica e encaminhamentos à rede de proteção. Além disso, mantém convênios com a Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e com a FacUnicamps, o que garante suporte técnico e ampliação do atendimento.
“Os números mostram que as mulheres reconhecem na Ouvidoria um espaço seguro e eficiente. Quando elas nos procuram, nosso papel vai além da denúncia. Nós garantimos acompanhamento contínuo e articulamos a rede de proteção”, afirmou Aava Santiago.
Crescimento da Ouvidoria da Mulher e foco na saúde mental
Em 2024, a Ouvidoria da Mulher registrou 175 denúncias. Já em 2025, o número saltou para 453. O crescimento veio acompanhado de expansão no atendimento psicológico.
O plantão psicológico passou de 121 atendimentos para 312. Enquanto isso, os encaminhamentos para psicoterapia individual cresceram de 7 para 120. O programa Acolha uma Mulher ampliou sua rede de psicólogas voluntárias de 28 para 54 profissionais, praticamente dobrando a capacidade de atendimento gratuito.
Ao todo, a Ouvidoria da Mulher realizou 32 ações de prevenção em 2025. Paralelamente, os pedidos de assistência social caíram de 424 para 75 registros. A mudança reflete a reorganização do trabalho, com centralidade na saúde mental como ferramenta essencial para romper o ciclo da violência.
Violência psicológica lidera registros
Mesmo com o aumento das denúncias, o padrão dos tipos de violência se manteve. Em 2025, os registros foram:
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Violência psicológica: 208 casos
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Violência física: 139 casos
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Violência patrimonial: 44 casos
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Violência moral: 34 casos
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Violência sexual: 9 casos
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Violência vicária: 8 casos
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Discriminação de gênero: 4 casos
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Crime sexual: 4 casos
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Violência institucional: 3 casos
A violência psicológica lidera os registros. Esse tipo de agressão envolve controle, ameaças, humilhações e manipulação emocional. Muitas vezes, essas práticas permanecem invisíveis. No entanto, os impactos são profundos e duradouros.
Segundo a coordenação da Ouvidoria, os dados mostram que a violência costuma começar no campo emocional e pode avançar para agressões físicas e patrimoniais. Portanto, fortalecer a Ouvidoria da Mulher significa ampliar a capacidade de prevenção e proteção.
Política pública estruturante
Em 2025, a Ouvidoria da Mulher também realizou 56 atendimentos jurídicos, principalmente em casos de divórcio e guarda de filhos. Embora tenha ocorrido redução nos pedidos de assistência social, permanecem desafios ligados à vulnerabilidade econômica.
O crescimento das denúncias não representa apenas aumento da violência. Pelo contrário, indica maior conscientização e confiança no canal de acolhimento. Dessa forma, a Ouvidoria da Mulher se consolida como política pública permanente no enfrentamento à violência de gênero em Goiânia.