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    MotoGP em Goiânia: Airbags e sensores transformam macacões em armaduras digitais

    O asfalto do Autódromo Internacional Ayrton Senna vai ferver neste mês de março. No entanto, para suportar quedas em alta velocidade no calor de Goiânia, os pilotos utilizam muito mais do que simples couro. Atualmente, o macacão de um piloto de MotoGP é um laboratório de eletrônica vestível.

    O Airbag inteligente: Proteção em milissegundos

    A peça mais importante do equipamento é o sistema de airbag interno. Em primeiro lugar, sensores como acelerômetros e giroscópios monitoram os movimentos do piloto mil vezes por segundo. Assim que o software detecta uma perda de controle, o airbag infla antes mesmo do impacto com o chão.

    Dessa forma, a proteção protege áreas críticas como ombros, clavículas e costelas. Além disso, o sistema é totalmente autônomo. Ou seja, não existe nenhum cabo prendendo o piloto à moto, permitindo liberdade total de movimento nas curvas de Goiânia.

    Couro de canguru e sensores de telemetria

    Embora o design seja moderno, a base ainda é o couro, preferencialmente de canguru. Escolhe-se esse material porque ele é mais fino e resistente à abrasão do que o couro bovino. Consequentemente, o macacão oferece maior flexibilidade sem sacrificar a segurança.

    Ademais, cada peça esconde cabos que coletam dados biomecânicos. Esses sensores medem a frequência cardíaca e a temperatura do piloto durante a prova. Em virtude do calor intenso esperado para este mês, esses dados ajudam as equipes a monitorar o desgaste físico dos atletas.

    Resfriamento para o asfalto goiano

    Como Goiânia apresenta altas temperaturas em março, o conforto térmico é um desafio. Por isso, os macacões possuem perfurações feitas a laser para maximizar o fluxo de ar. Do mesmo modo, a “corcunda” nas costas não serve apenas para aerodinâmica. Ela abriga o reservatório de água e a unidade de processamento de dados do airbag.

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