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    Diretor desmente Einstein Paniago sobre Banco Master

    Documentos oficiais do Aparecida Prev contradizem versão de ex-secretário da Fazenda. Atas de reuniões indicam que Einstein Paniago articulou a entrada de banco no portfólio.

    A reconstrução documental apresentada pelo ex-diretor financeiro, Khayo Eduardo, contrapõe a versão pública do ex-secretário da Fazenda, Einstein Paniago. O documento utiliza atas oficiais do Comitê de Investimentos do Aparecida Prev para detalhar a cronologia dos fatos. Dessa forma, o registro técnico coloca sob suspeita a tese de que Paniago teria atuado apenas como consultor externo.

    Em sua “Carta Aberta”, o ex-secretário sustenta que sua função era meramente analítica. Contudo, os registros das reuniões de 2023 e 2024 mostram uma postura proativa na condução dos investimentos.

    O papel das atas oficiais

    De acordo com os registros, a estratégia de diversificação para além dos bancos públicos partiu de Einstein Paniago. Nesse sentido, o documento aponta que o ex-secretário provocou formalmente essa discussão em outubro de 2023.

    Ademais, as atas indicam que Paniago apresentou pessoalmente o representante do Banco Master ao comitê. Esse encontro teria ocorrido dentro da Secretaria da Fazenda. Em dezembro do mesmo ano, ele também teria solicitado uma reunião extraordinária com foco exclusivo no credenciamento da instituição.

    Questionamentos sobre o risco

    O ponto central da divergência técnica envolve o critério de segurança bancária. Em contrapartida ao que afirma Paniago, as atas registram que ele questionou a possibilidade de aportar R$ 50 milhões no banco privado.

    Na ocasião, Khayo Eduardo alertou que a instituição não possuía o rating AAA. Todavia, o registro oficial aponta que o ex-secretário sugeriu a alteração da Política de Investimentos. O objetivo seria reduzir a exigência técnica para permitir a entrada do Banco Master. Essa mudança foi classificada pelo conselho, à época, como uma operação de alto risco.

    Hierarquia e execução

    A defesa de Khayo Eduardo reforça que houve oposição formal ao investimento antes da sua concretização. Portanto, o ex-diretor afirma ter agido dentro da legalidade técnica ao registrar seus votos contrários.

    A aplicação final de R$ 40 milhões ocorreu em junho de 2024. Naquele momento, a ordem teria partido da presidência do instituto. Consequentemente, os novos documentos isolam a narrativa de Paniago e fornecem subsídios para as investigações em curso sobre a gestão dos recursos previdenciários.

    Reconstrucao Documental dos Fatos Relacionados ao Banco Master

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