• cidades

    Ex-servidora da Prefeitura de Goiânia é alvo de operação da Polícia Civil por fraude fundiária

    Operação Non Domino apura falsificação de documentos para registrar lotes públicos de forma irregular no Jardim Atlântico; imóveis somam cerca de R$ 1,3 milhão.

    A fraude fundiária em Goiânia entrou no radar da Polícia Civil de Goiás nesta quinta-feira (12). A corporação deflagrou a Operação Non Domino para investigar um suposto esquema de falsificação de documentos públicos ligado à Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária da Prefeitura de Goiânia. Entre os alvos estão uma ex-servidora municipal e particulares suspeitos de participação no esquema.

    A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap) coordenou a operação. Ao todo, os policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Abadia de Goiás. Além disso, os investigadores recolheram materiais que podem ajudar a esclarecer a atuação do grupo.

    Fraude fundiária em Goiânia envolve registros irregulares

    Segundo a Polícia Civil, os suspeitos falsificaram Certidões de Regularização Fundiária (CRF). Com esses documentos adulterados, o grupo conseguiu registrar lotes públicos localizados no Setor Jardim Atlântico, em Goiânia.

    Além disso, os investigados utilizaram a documentação para realizar registros no 1º Cartório de Registro de Imóveis da capital em janeiro de 2023. Dessa forma, diferentes pessoas passaram a figurar como proprietárias de áreas que pertenciam ao poder público.

    Ainda conforme a investigação, os envolvidos adulteraram tanto a CRF quanto o ofício encaminhado ao cartório. Além disso, os documentos traziam assinaturas falsificadas de autoridades municipais para dar aparência de legalidade ao procedimento.

    Até o momento, os lotes identificados dentro do esquema possuem valor estimado em aproximadamente R$ 1,3 milhão.

    Justiça bloqueia imóveis e autoriza quebra de sigilos

    Durante a operação, a Justiça determinou o sequestro dos imóveis ligados ao caso. Assim, a medida impede a venda ou a transferência dos bens enquanto a investigação continua.

    Além disso, a decisão judicial autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de seis investigados. Ao mesmo tempo, os investigadores também receberam autorização para acessar dados telemáticos e informáticos.

    Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, equipamentos eletrônicos e documentos. Agora, os peritos irão analisar o material recolhido.

    Com essa análise, a Polícia Civil pretende identificar outros possíveis envolvidos e detalhar a participação de cada investigado. Portanto, as investigações continuam em andamento.

    Noticias relacionadas