Mabel diz que Goiânia reverteu déficit e fechou 2025 com superávit primário de R$ 620,9 milhões
Prefeito apresenta prestação de contas na Câmara e afirma que capital encerrou o ano com superávit primário de R$ 620,9 milhões, além de queda no endividamento
O superávit de Goiânia em 2025 entrou no centro do discurso do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) nesta segunda-feira, 16. Durante prestação de contas do 3º quadrimestre de 2025 na Câmara Municipal, ele afirmou que a capital reverteu o déficit do ano anterior e encerrou o período com resultado primário positivo de R$ 620.955.522.
Segundo Mabel, a gestão mudou o rumo das contas públicas. Em 2024, o município fechou o exercício com resultado primário negativo. Agora, conforme os números apresentados, a diferença entre os dois períodos supera R$ 800 milhões. Esse indicador mostra a diferença entre receitas e despesas do governo, sem incluir os juros da dívida. Portanto, ele serve como uma das principais referências para medir o equilíbrio fiscal.
Superávit de Goiânia em 2025 ganha força com arrecadação maior
Durante a apresentação, Mabel atribuiu o resultado a duas frentes. Primeiro, a prefeitura ampliou a arrecadação. Além disso, a gestão reduziu despesas em áreas consideradas estratégicas. Entre os pontos citados, o prefeito destacou a queda dos gastos com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), após medidas adotadas com aval do Legislativo municipal.
De acordo com os dados apresentados, a receita total de 2025 somou R$ 10.026.968, valor 9,64% maior que o registrado em 2024. Quando se desconta a inflação do período, medida em 4,26% pelo IPCA, o crescimento real chega a 5,16%. Além disso, Mabel afirmou que o avanço teve forte impulso da arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS).
As receitas com impostos e taxas de contribuição alcançaram R$ 3.940.184.054,91. Sobre o IPTU, o prefeito afirmou que a gestão não elevou o imposto de forma nominal. No entanto, a fiscalização identificou imóveis com área construída diferente da cadastrada. Por isso, a prefeitura ajustou a cobrança em casos específicos.
Dívida de Goiânia cai e saúde recebe mais recursos
A gestão também destacou os percentuais aplicados em áreas essenciais. Na saúde, o município destinou 21,55% da receita, acima do mínimo constitucional de 15%. Já na educação, a aplicação chegou a 25,83%, também acima do piso constitucional de 25%.
Além disso, a prefeitura apresentou queda no endividamento. A Dívida Consolidada Líquida do município ficou em R$ 715.018.255, com recuo de 7,85% na comparação com 2024. Quando os precatórios entram na conta, o passivo total sobe para R$ 854.066.516,12. Ainda assim, a administração sustenta que melhorou o quadro geral das finanças.
Os compromissos com empréstimos firmados junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil somam R$ 698.852.619. Mesmo assim, o Paço usou a prestação de contas para reforçar a narrativa de reorganização fiscal. Dessa forma, Mabel tenta consolidar a imagem de uma gestão voltada para ajuste financeiro, aumento de receita e controle de gastos.