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    Imóveis fechados: 4 medidas simples evitam risco de incêndios elétricos e reduzem conta de luz

    Dados apontam mais de 1.100 incêndios elétricos no Brasil; orientação é reforçar prevenção em imóveis de temporada

    O Brasil registrou mais de 1.100 incêndios de origem elétrica em 2024, segundo o Anuário da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel). O dado acende um alerta, sobretudo em cidades turísticas com muitos imóveis de temporada que passam longos períodos fechados.

    Com a chegada de feriados e férias, esse cuidado fica ainda mais importante. Antes da alta temporada, fazer uma revisão elétrica preventiva pode evitar transtornos e reforçar a segurança de moradores, hóspedes e proprietários.

    A executiva de Segurança do Trabalho da Equatorial Goiás, Suzane Caires, explica que a falta de moradores dificulta a percepção de problemas logo no início. Segundo ela, curtos-circuitos, sobrecargas e falhas na instalação podem avançar sem que ninguém perceba os primeiros sinais.

    “Fiações antigas e aparelhos esquecidos na tomada são fatores de risco, principalmente quando não há ninguém no local para notar fumaça, estalos ou cheiro de queimado”, afirma.

    Cidades turísticas pedem mais atenção

    Em Goiás, destinos como Caldas Novas, Rio Quente e Pirenópolis recebem milhares de visitantes ao longo do ano. Por isso, os cuidados com a rede elétrica precisam entrar na rotina de quem fecha ou reabre um imóvel para temporada.

    Além do risco de incêndio, o problema também pesa no bolso. Mesmo com a casa vazia, alguns aparelhos continuam consumindo energia em modo stand-by. Televisores, roteadores, micro-ondas e carregadores são exemplos comuns desse gasto invisível.

    Atenção redobrada em imóveis de aluguel

    Nos imóveis de aluguel por temporada, a atenção deve ser ainda maior. Isso porque a troca frequente de hóspedes e o uso simultâneo de aparelhos de alta potência podem sobrecarregar a instalação, especialmente em estruturas antigas ou sem dimensionamento adequado.

    A orientação é observar sinais que indicam falhas na rede interna. Entre eles estão disjuntores que desarmam com frequência, luzes oscilando, tomadas aquecidas, manchas escuras e cheiro de queimado.

    Se algum desses sinais aparecer, a recomendação é chamar um profissional qualificado para fazer uma revisão completa. Quando necessário, o eletricista poderá corrigir a fiação, os disjuntores e os circuitos do imóvel.

    Quatro medidas simples ajudam na prevenção

    A Equatorial Goiás reforça quatro cuidados básicos para reduzir riscos em imóveis fechados. O primeiro é desligar o disjuntor geral quando a casa ficar vazia por muitos dias. Essa medida corta o fornecimento interno e reduz o risco de curto-circuito, além de evitar desperdício.

    Também é importante retirar aparelhos da tomada, principalmente para prevenir danos em caso de descargas atmosféricas. Outro ponto é evitar extensões e benjamins ligados a vários equipamentos ao mesmo tempo.

    Por fim, a concessionária recomenda contratar um eletricista para avaliar as condições da instalação antes de ocupar o imóvel ou disponibilizá-lo para locação. “Desligar o disjuntor geral é uma medida simples que aumenta a segurança e ainda reduz o desperdício de energia”, reforça Suzane Caires.

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