Candidatos aprovados no concurso da Câmara de Goiânia pedem que MP não suspenda certame
Em nota divulgada nas redes sociais e encaminhada à imprensa, candidatos afirmam que denúncias de favorecimento são frágeis e não justificam suspensão
Candidatos aprovados no concurso público da Câmara Municipal de Goiânia divulgaram nota pública nesta quinta-feira (7) e pediram que o Ministério Público de Goiás não suspenda totalmente o certame. No comunicado, o grupo afirma que acompanha com preocupação a possibilidade de interrupção do concurso por 90 dias.
A Comissão de Aprovados no Concurso da Câmara Municipal de Goiânia publicou a nota nas redes sociais e também encaminhou o texto à imprensa. Segundo os candidatos, as denúncias de possível favorecimento apresentam “argumentos frágeis” e não justificam a paralisação completa do processo.
Pedido ao MP
No texto, os aprovados afirmam que confiam nos órgãos de controle e defendem a apuração rigorosa das denúncias. No entanto, eles avaliam que a suspensão total seria desproporcional e poderia prejudicar candidatos de cargos que não aparecem nas suspeitas.
A comissão também cita que, entre os três candidatos mais mencionados nas notícias sobre o caso, um não conseguiu aprovação e ficou em 150º lugar. Outro, conforme a nota, empatou na última posição do cadastro de reserva, em 6º lugar.
Suspensão parcial
Os candidatos admitem que o MP pode avaliar uma eventual suspensão parcial no caso do cargo de administrador. A ressalva ocorre porque uma das denúncias menciona possível conflito de interesse envolvendo o resultado para uma vaga em cadastro de reserva.
Mesmo assim, a comissão afirma que o caso não envolve vaga imediata. “Neste caso, talvez exista razão para suspensão parcial”, diz trecho da nota.
Cronograma
O Instituto Verbena realiza o concurso da Câmara de Goiânia. Conforme o comunicado dos aprovados, o certame prevê 62 vagas imediatas e formação de cadastro de reserva com 315 aprovados.
Pelo calendário do concurso, o resultado final deve sair em 29 de maio. Por isso, os candidatos defendem que os órgãos responsáveis investiguem o caso, mas sem interromper todo o processo.
Segundo a comissão, a suspensão completa poderia travar o preenchimento de vagas importantes para o funcionamento da Câmara Municipal. Por fim, o grupo afirma que não há justificativa para paralisar áreas e especialidades que não aparecem nas suspeitas.