Aparecida não tolerará descarte irregular feito por concreteiras, garante Vilela
Medida mira irregularidades ambientais e problemas no trânsito pesado na região do Santa Luzia.
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia vai reforçar a fiscalização contra o descarte irregular em Aparecida feito por concreteiras na região do setor Santa Luzia. A medida mira empresas que deixam água servida no asfalto, bloqueiam calçadas, descartam restos de materiais em bocas de lobo ou jogam lixo e entulho em lotes baldios.
Segundo o prefeito Leandro Vilela, o município vai notificar, autuar e, em casos mais graves, interditar empresas que insistirem nas irregularidades. Além disso, caminhões que derramarem concreto no asfalto e não recolherem o material também poderão receber sanções.
Fiscalização
Vilela reuniu, nesta quarta-feira (24), gestores de concreteiras que atuam na região do Santa Luzia. Durante o encontro, o prefeito cobrou o cumprimento das leis ambientais e afirmou que a cidade precisa mudar de forma definitiva o cenário encontrado no entorno das empresas.
A reunião teve caráter educativo, mas a gestão deixou claro que pretende endurecer a resposta administrativa. Segundo a Prefeitura, o descarte de água servida, lixo e entulho pode configurar crime ambiental.
Grupo de trabalho
Além da cobrança, a Prefeitura criou um grupo de trabalho com representantes do município e das empresas.
O grupo terá participação do Gabinete do Prefeito e das secretarias de Planejamento e Regulação Urbana, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Articulação Política, Fazenda, Segurança Pública e Infraestrutura.
Com isso, a gestão pretende acompanhar as medidas internas das empresas, organizar ações de fiscalização e buscar soluções para os problemas viários da região.
Vias públicas
Leandro Vilela também determinou que a Secretaria de Infraestrutura planeje a recuperação das bases e do pavimento das vias no entorno das concreteiras.
Segundo o secretário Alfredo Soubihe, caminhões de até 40 toneladas circulam hoje por ruas projetadas para veículos de até 5 toneladas. Por isso, o tráfego pesado contribui para a deterioração do asfalto.
Além disso, a Prefeitura convidou as concreteiras a participar do projeto com cessão de matéria-prima para as melhorias.
Treinamento
O engenheiro civil Marcelo Reguffe, diretor na Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Concretagem, afirmou que as empresas devem apoiar o projeto.
Segundo ele, as concreteiras já realizam treinamentos com motoristas. Agora, a proposta é ampliar essa qualificação com apoio das equipes de Meio Ambiente e Regulação Urbana.
Por fim, Vilela agradeceu a presença dos empresários e afirmou que o diálogo não elimina a cobrança por responsabilidade. Dessa forma, o combate ao descarte irregular em Aparecida passa a envolver fiscalização, recuperação urbana e orientação às empresas.