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    Nova diretoria do Jóquei tenta corrigir deslizes da gestão anterior

    Nova diretoria afirma que irregularidades apontadas em auditoria são da gestão anterior e diz que já enviou documentos para regularizar a entidade

    O Jóquei Clube de Goiás tenta reverter a decisão do Ministério da Agricultura que determinou a cassação da carta patente da entidade. O documento autoriza a realização de corridas de cavalos com apostas.

    A decisão do Mapa foi publicada no Diário Oficial da União em 15 de maio. No entanto, a atual diretoria afirma que as irregularidades apontadas pelo órgão federal ocorreram antes da posse da nova gestão, em 19 de janeiro deste ano.

    Auditoria

    A cassação teve como base relatórios de viabilidade técnica e econômica elaborados após auditoria presencial no Hipódromo da Lagoinha, realizada entre 25 e 28 de agosto de 2025.

    Segundo o material citado no processo, a diretoria que comandou o clube entre 2021 e 2025 não estava formalmente constituída. Além disso, o CNPJ da entidade aparecia como inapto no período das vistorias.

    Outro ponto mencionado pelo Mapa foi a falta de prestação de contas para comprovar a viabilidade econômica do Jóquei. De acordo com a atual gestão, esse problema se arrastava desde 2023.

    Revisão

    A nova diretoria do Jóquei Clube de Goiás apresentou pedido de revisão em 20 de maio.

    No documento, a entidade afirma que já havia pedido habilitação junto ao Mapa em 17 de março. Além disso, diz ter enviado a ata da assembleia de eleição e o registro de posse dos novos dirigentes.

    Ainda segundo o pedido, um servidor do órgão confirmou o recebimento dos documentos e a juntada ao processo em 23 de março.

    A diretoria também afirma que regularizou o CNPJ em 31 de março e encaminhou a situação cadastral atualizada junto à Receita Federal.

    Nova gestão

    A presidente do Jóquei, Nívea de Paula, defende que a decisão seja revista com base na mudança de comando e na regularização documental.

    Segundo ela, a atual diretoria não deu causa às irregularidades apontadas pelo Mapa. A gestora também afirma que o clube não teve direito ao contraditório e à ampla defesa antes da cassação.

    Nívea relata que a diretoria anterior tentou impedir a eleição realizada no início deste ano. Por isso, a chapa que venceu o pleito precisou buscar tutela cautelar para garantir a votação.

    Regularização

    A presidente afirma que a nova gestão iniciou um processo de reconstrução institucional.

    Entre as medidas citadas estão a regularização documental, a reestruturação contábil e a reorganização dos procedimentos associativos. No entanto, Nívea reconhece que o processo ainda está em andamento.

    Além disso, ela destaca a importância histórica do Jóquei Clube de Goiás para o turfe brasileiro. Segundo a dirigente, a instituição recebeu a primeira carta patente registrada no Brasil, datada de 1964.

    Agora, a diretoria aguarda a análise do pedido de revisão e tenta recuperar a autorização para manter as atividades do clube dentro das exigências legais.

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