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    Prevenção e conscientização ajudam usinas a reduzir ocorrências de incêndios em canaviais em Goiás

    Rubi S.A. e CRV Industrial intensificam ações de prevenção durante o período seco no Vale do São Patrício

    Prevenção

    Com a chegada do período mais seco do ano, usinas bioenergéticas de Goiás reforçaram ações para prevenir incêndios em canaviais e áreas rurais próximas.

    As medidas envolvem as unidades Rubi S.A., em Rubiataba, e CRV Industrial, em Carmo do Rio Verde, no Vale do São Patrício. As empresas atuam com campanhas educativas, monitoramento e equipes próprias de combate ao fogo.

    Segundo as usinas, as ações buscam proteger a produção agrícola, o meio ambiente e as comunidades vizinhas. Além disso, o trabalho ganhou força porque os meses de julho a outubro costumam concentrar o maior número de ocorrências.

    Números

    As duas unidades registraram, juntas, 110 ocorrências de incêndio em 2025. O número ficou abaixo dos 143 focos contabilizados em 2024.

    Em 2026, até junho, foram 17 ocorrências. Desse total, 11 ocorreram na Rubi S.A. e seis na CRV Industrial.

    Apesar da redução, as empresas mantêm o alerta. Afinal, a baixa umidade, o calor e os ventos mais fortes aumentam o risco de propagação rápida do fogo.

    Conscientização

    As usinas informam que toda a colheita da cana-de-açúcar ocorre sem uso de fogo. No entanto, fatores externos ainda provocam riscos durante a estiagem.

    “Hoje toda nossa colheita é realizada sem uso de fogo. Porém, durante a estiagem, com a vegetação seca e a baixa umidade do ar, o risco de incêndios continua muito alto”, afirma a supervisora ambiental Renata Batistela.

    Segundo ela, atitudes simples podem causar incêndios de grandes proporções. Entre os exemplos estão jogar bituca de cigarro pela janela, descartar lixo de forma irregular ou soltar fogos de artifício perto de áreas rurais.

    Estrutura

    Além das campanhas educativas, as usinas investem em estrutura de prevenção e combate. As ações incluem caminhões-pipa, equipamentos, treinamentos e brigadas próprias.

    Cada unidade mantém uma equipe com dez profissionais especializados. Assim, as empresas conseguem agir com mais rapidez em ocorrências dentro das áreas agrícolas e no entorno.

    Desde 2020, drones também auxiliam no monitoramento de áreas de risco. A tecnologia ajuda a identificar focos de calor e orientar as equipes em campo.

    As usinas ainda utilizam aceiros, faixas corta-fogo e hidrantes rurais móveis. Além disso, mantêm parcerias com o Corpo de Bombeiros e prefeituras da região.

    Alerta

    De acordo com as empresas, os incêndios registrados nos últimos anos ajudaram a aprimorar processos e ampliar investimentos em prevenção.

    As usinas reforçam que o combate às queimadas depende da participação de toda a sociedade. Por isso, qualquer foco de incêndio deve ser comunicado imediatamente ao Corpo de Bombeiros, à Polícia Militar ou às centrais das empresas.

    Os contatos informados são: (62) 3337-7815, da CRV Industrial, e (62) 3325-6019, da Rubi S.A.

    “O fogo, independentemente do tamanho, deve ser tratado com a mesma seriedade. Qualquer foco pode sair do controle e gerar grandes prejuízos ambientais, sociais e econômicos”, reforça Renata.

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