Prefeito sanciona lei de Lucas Kitão e cria Memorial e Museu do Césio-137
Espaço ainda terá local definido pela Prefeitura e deverá reunir memória histórica, homenagens às vítimas e atividades educativas
A Prefeitura de Goiânia sancionou a Lei 11.692/2026, que institui a criação do Memorial e Museu do Césio-137.
O vereador Lucas Kitão (Mobiliza) é o autor do projeto. A Câmara Municipal aprovou a proposta por unanimidade na primeira sessão do semestre legislativo.
Depois, o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) assinou a lei. O Diário Oficial do Município (DOM) publicou a norma nesta quinta-feira (27).
Acidente completa 39 anos
O acidente aconteceu em 13 setembro de 1987 e está prestes a completar 39 anos.
Os parlamentares consideraram a aprovação um símbolo de extrema importância devido a importância social e histórica da criação de um monumento para relembrar os goianienses do maior acidente radiológico fora de uma usina nuclear.
O acidente radiológico aconteceu após o manuseio indevido de um aparelho de radioterapia abandonado, onde funcionava o Instituto Goiano de Radioterapia.
O evento com o Césio-137 atingiu direta e indiretamente mais de mil pessoas.
Além disso, quatro vítimas faleceram após o contato direto com uma cápsula de 19 gramas da substância em um ferro-velho, que funcionava na região Central da Capital.
Conforme o autor da lei, o vereador Lucas Kitão, a criação do Memorial e Museu do Césio-137 busca preservar a história e conscientizar a população goianiense.
Além disso, a proposta busca trazer ainda mais valor simbólico ao maior acidente radiológico da história fora de uma usina nuclear.
Kitão acrescenta que vai trabalhar para implementar o espaço o mais rápido possível.
Segundo ele, o local será importante para reconhecer o trabalho dos profissionais que vivenciaram o acidente e lembrar as vítimas.
Além disso, o espaço pretende reunir homenagens e contribuir para a valorização da história da Capital.
Onde será o Memorial e Museu do Césio?
Conforme a lei, o Paço Municipal deverá definir um espaço na Capital para preservar a memória e reconhecer a história do acidente radiológico.
O vereador não indicou um local para instalar o Memorial e Museu.
No entanto, não esconde o desejo de que a Prefeitura implemente o espaço na Região do Centro, onde aconteceu o acidente.
Segundo o autor, o Memorial e Museu do Césio-137 deverá contar com área de convivência.
Além disso, terá como objetivo homenagear as vítimas, preservar a memória histórica e seu impacto social.
O espaço também deverá servir como ambiente cultural e educativo para escolas, universidades e visitantes.
“Nossa ideia é ter um local em Goiânia, assim como existe em Nova York, nos Estados Unidos, no Museu e Memorial do World Trade Center. O local preserva a história e a memória das vítimas do atentado de 11 de setembro de 2001. É importante termos esse mesmo espaço aqui, na Capital, e preservamos ainda mais o Centro de Ciências Nucleares”, explicou.
Preservação histórica
O autor revela que sua iniciativa antecedeu o sucesso da série “Emergência Radioativa”, da Netflix, que abordou o episódio radiológico.
No entanto, a produção realizou praticamente todas as gravações no estado de São Paulo, não dando o reconhecimento à capital goiana.
Kitão valorizou a sanção da instituição do Memorial e Museu.
Além disso, reiterou que a criação deste espaço busca justamente dar esse reconhecimento ao evento histórico.
A proposta prevê uma área de exposição, além de espaço de homenagem e preservação histórica do episódio.
“A cidade de Goiânia tem em sua linha do tempo o maior acidente radiológico do mundo fora de uma usina nuclear. Está em nossa história e deixou um legado de dor, estigmatização e desinformação, mas também revelou a solidariedade de profissionais de saúde, bombeiros, militares e cidadãos que atuaram heroicamente no socorro às vítimas”, pontuou.