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    Mabel envia à Câmara projeto para criar Fundo Imobiliário Municipal em Goiânia

    Proposta prevê transformar imóveis da prefeitura em ativos capazes de gerar renda para investimentos e fortalecer a Previdência municipal.

    O prefeito Sandro Mabel anunciou, nesta terça-feira (1º), o envio à Câmara Municipal de Goiânia do projeto que cria o Fundo Imobiliário Municipal. A proposta busca organizar o patrimônio imobiliário da prefeitura e transformar esses ativos em fonte de receita para o município.

    Pelo modelo apresentado, a prefeitura poderá transferir imóveis municipais para o fundo e manter cotas correspondentes aos ativos. Além disso, uma gestora especializada deverá administrar o patrimônio. A prefeitura pretende escolher essa empresa por meio de processo de seleção. Empresas independentes também deverão avaliar os imóveis.

    A gestão municipal também pretende identificar e regularizar áreas que pertencem ao município. Segundo a prefeitura, existem milhares de imóveis em situação irregular ou ocupados. Assim, conforme avançar na regularização, o município poderá incorporar novos ativos ao Fundo Imobiliário Municipal.

    Além disso, a prefeitura pretende usar os imóveis em projetos capazes de gerar renda. Entre as possibilidades estão empreendimentos públicos e privados, além de projetos de infraestrutura. Dessa forma, a administração espera criar novas fontes de recursos para a cidade.

    A proposta também mira a Previdência dos servidores municipais. Com o amadurecimento do fundo, a prefeitura pretende utilizar parte dos rendimentos para fortalecer o sistema previdenciário. Por isso, o município aposta na valorização e na exploração econômica dos imóveis no longo prazo.

    Durante a apresentação, a gestão também lembrou uma tentativa anterior de destinar áreas municipais à Previdência. No entanto, uma decisão judicial interrompeu o processo, segundo a explicação apresentada na coletiva. Com isso, os terrenos permaneceram sob domínio do município.

    Agora, a prefeitura propõe um modelo diferente. Em vez de apenas transferir os terrenos, o município pretende desenvolver e administrar esses ativos para gerar rendimento. Assim, a gestão espera ampliar receitas e, ao mesmo tempo, fortalecer a Previdência de Goiânia.

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