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    Operação na madrugada acelera chegada de medicamento experimental para Lito Sousa ao Einstein

    Remédio vindo dos Estados Unidos foi liberado em poucos minutos em Guarulhos e levado de helicóptero até o hospital em São Paulo.

    Uma operação especial que avançou pela madrugada de sábado (12) acelerou a entrada no Brasil do medicamento experimental destinado ao tratamento de Lito Sousa.

    A medicação chegou ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, a bordo de um Boeing 787-9 da American Airlines, vindo de Nova York.

    Segundo as informações divulgadas sobre a operação, o pouso ocorreu no fim da noite de sexta-feira (11). Logo depois, equipes iniciaram a etapa final da logística.

    Além disso, Receita Federal e Anvisa prepararam previamente os procedimentos necessários para reduzir o tempo de liberação do produto.

    Liberação rápida em Guarulhos

    A Receita Federal organizou o desembaraço aduaneiro antes mesmo da chegada da aeronave.

    Por isso, os agentes conseguiram concluir a liberação em poucos minutos após o desembarque.

    Ao mesmo tempo, a Anvisa acompanhou os trâmites sanitários necessários para a entrada do medicamento no país.

    Assim, a operação evitou atrasos e acelerou o transporte até o Hospital Israelita Albert Einstein.

    Transporte de helicóptero

    Depois da liberação, a equipe levou o medicamento diretamente para um helicóptero Airbus H130.

    A aeronave aguardava no terminal executivo de Guarulhos. Em seguida, decolou rumo ao Hospital Israelita Albert Einstein.

    Com isso, a operação evitou parte do trajeto terrestre pela Grande São Paulo.

    Além disso, o transporte aéreo reduziu o intervalo entre a chegada ao país e a entrega do medicamento à equipe médica.

    Medicamento ainda é experimental

    O medicamento é o ALN-6457, desenvolvido pela farmacêutica americana Regeneron Pharmaceuticals.

    A substância ainda está em fase experimental e não possui registro comercial no Brasil.

    No entanto, médicos e pesquisadores estudam o medicamento como uma possível alternativa para doenças provocadas por príons.

    Até agora, a ciência ainda não comprovou a eficácia do tratamento em humanos com a doença de Creutzfeldt-Jakob.

    Por isso, especialistas tratam o uso no caso de Lito com cautela e acompanhamento médico.

    Anvisa autorizou importação

    A Anvisa autorizou a importação do medicamento no dia 4 de setembro.

    O Hospital Israelita Albert Einstein apresentou o pedido após Lito entrar em um programa de uso compassivo.

    Nesse tipo de autorização, pacientes com doenças graves podem receber medicamentos ainda em desenvolvimento.

    Entretanto, a liberação não equivale à aprovação comercial do produto no Brasil.

    Doença rara e grave

    Lito Sousa, de 59 anos, recebeu diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurodegenerativa rara e de rápida progressão.

    A doença ocorre por alterações em proteínas chamadas príons e provoca danos progressivos ao cérebro.

    Atualmente, a medicina não dispõe de um tratamento aprovado capaz de curar a condição.

    Por isso, pesquisadores estudam novas alternativas para tentar desacelerar a evolução da doença.

    A chegada do ALN-6457 ao Brasil abre uma nova etapa no tratamento de Lito Sousa. Agora, a equipe médica deverá acompanhar de perto a resposta ao medicamento e possíveis efeitos clínicos.

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