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    Thialu e Ronilson travam disputa sem maioria definida na Câmara de Goiânia

    Eleição da nova Mesa Diretora ainda não tem data e articulações seguem abertas; nenhum dos dois candidatos conseguiu transformar apoios em maioria consolidada

    A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Goiânia entrou em uma fase de intensa articulação, mas ainda sem um vencedor desenhado.

    Thialu Guiotti (Avante) e Ronilson Reis (Solidariedade) concentram, neste momento, as principais movimentações pela nova Mesa Diretora. No entanto, a eleição ainda não tem data oficialmente definida.

    As conversas ganharam força depois das eleições gerais. Além disso, o resultado das urnas alterou o ambiente político dentro da Câmara e colocou diferentes grupos em movimento para a composição do próximo comando da Casa.

    Apesar das reuniões dos últimos dias, nenhum dos dois candidatos conseguiu apresentar uma maioria consolidada.

    Dois grupos e votos em aberto

    Thialu e Ronilson trabalham com núcleos de apoio já identificados.

    Por outro lado, um grupo de vereadores continua sem compromisso definitivo com qualquer uma das candidaturas. São justamente esses votos que passaram a concentrar as negociações.

    Segundo apuração do Transmissão Política, reuniões realizadas nos últimos dias terminaram sem acordo suficiente para encerrar a disputa.

    Ao mesmo tempo, vereadores que participam das conversas evitam antecipar publicamente o voto. Com isso, qualquer contagem fechada continua sujeita a mudanças.

    A avaliação nos bastidores é que uma convocação antecipada da eleição só deve ocorrer quando um dos lados tiver segurança de que reuniu votos suficientes.

    Até lá, Thialu e Ronilson seguem negociando individualmente com os parlamentares e discutindo espaços na composição da própria Mesa.

    Busca por consenso

    A indefinição também abriu espaço para conversas sobre uma possível composição mais ampla.

    Parte dos vereadores defende que o futuro presidente consiga reunir grupos hoje divididos. Dessa forma, a tentativa seria evitar uma eleição que deixe praticamente metade da Câmara fora da estrutura de comando.

    Nesse cenário, cargos da Mesa Diretora e posições nas principais comissões entram naturalmente nas negociações.

    Isso porque a formação dessas estruturas influencia diretamente a tramitação de projetos e o funcionamento político da Câmara durante o próximo biênio.

    Por enquanto, porém, as articulações continuam concentradas em Thialu e Ronilson.

    Nenhum dos dois anunciou retirada da candidatura. Assim, os dois grupos seguem buscando os votos necessários para consolidar maioria.

    A eleição permanece sem data definida. A convocação deve ocorrer quando as negociações produzirem uma composição capaz de reunir maioria entre os vereadores.

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