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    Deputado Reimont aciona STF e PGR contra Gustavo Gayer por falas sobre Banco do Brasil

    Representação assinada por 22 parlamentares do PT pede medidas cautelares contra os deputados, acusados de espalhar notícias falsas com risco de pânico financeiro

    O deputado federal Reimont (PT-RJ) apresentou, na última sexta-feira (29), uma representação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento, assinado também por outros 21 parlamentares do PT, acusa Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO) de divulgarem informações falsas. Assim, segundo os petistas, as falas poderiam gerar corrida bancária e pânico no sistema financeiro.

    Declarações em análise

    Entre as falas citadas, Eduardo Bolsonaro afirmou: “O Banco do Brasil será cortado das relações internacionais, o que vai levá-lo à falência”. Já Gustavo Gayer declarou: “Tirem seu dinheiro dos bancos. Moraes vai quebrar o Brasil”.

    De acordo com Reimont, essas falas têm conteúdo manifestamente falso. Além disso, foram amplificadas em redes bolsonaristas, o que, conforme o deputado, teve o claro objetivo de criar instabilidade financeira. Dessa forma, correntistas e investidores poderiam ser induzidos a acreditar em um colapso iminente do Banco do Brasil.

    Banco do Brasil e a soberania nacional

    O texto da representação ressalta que os deputados também associaram, de forma enganosa, a instituição à chamada Lei Magnitsky. Assim, sugeriram que a estatal correria risco de sofrer sanções internacionais.

    Ainda conforme os parlamentares, o Banco do Brasil é peça essencial para a economia e “símbolo da soberania nacional”. Por isso, atacar a instituição com notícias falsas ameaça diretamente milhões de brasileiros que dependem de sua estabilidade.

    Possíveis crimes e medidas pedidas

    A representação aponta possível violação à Lei do Sistema Financeiro Nacional, à Lei de Crimes contra a Economia Popular e à Lei de Organização Criminosa. Além disso, relaciona as falas ao esquema de desinformação já investigado no Inquérito 4995.

    Dessa forma, os parlamentares pedem que o STF e a PGR adotem medidas cautelares duras: bloqueio de perfis digitais, suspensão de passaportes e até suspensão dos mandatos de Eduardo Bolsonaro e Gustavo Gayer.

    Por fim, até o momento, os dois deputados ainda não se manifestaram sobre o caso.

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