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    Governo de Goiás inaugura primeiro Centro de Processamento Celular

    Unidade vai coletar e processar células para transplantes de medula óssea, ampliando o tratamento de pacientes com leucemia, linfoma e outras doenças sanguíneas

    O Governo de Goiás inaugurou o primeiro Centro de Processamento Celular (CPC) da rede pública estadual. A nova unidade funciona no Hemocentro Coordenador Estadual de Goiás Prof. Nion Albernaz. Com isso, o Estado amplia a estrutura voltada aos transplantes de medula óssea.

    O serviço é ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e à Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos (Rede Hemo). Além disso, o centro vai atuar na coleta, manipulação e no processamento de células usadas em tratamentos de vários tipos de câncer, como leucemia e linfoma, além de doenças do sistema sanguíneo.

    Nova estrutura

    O Governo de Goiás investiu mais de R$ 660 mil na implantação do CPC. A unidade terá capacidade para realizar até 60 procedimentos por mês. Dessa forma, a rede pública estadual amplia a oferta desse tipo de atendimento especializado.

    O espaço conta com freezers a -80°C, centrífugas refrigeradas, cabines de segurança biológica e sistemas de controle. Todos os equipamentos passaram por qualificação e validação, conforme as normas brasileiras vigentes. Assim, a unidade começa a operar com estrutura adequada para esse tipo de procedimento.

    Ampliação do atendimento

    Durante a inauguração, o secretário estadual da Saúde, Rasível Santos, representou o governador Daniel Vilela. Segundo ele, o novo centro amplia a oferta do transplante de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiás.

    Além disso, Rasível afirmou que a nova estrutura oferece mais esperança aos pacientes e aumenta as chances de sobrevida no tratamento contra o câncer. Ele também lembrou que esse procedimento já é realizado no Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) e no Hemocentro de Rio Verde.

    Mais segurança

    De acordo com o secretário, o funcionamento do CPC também reforça a segurança dos transplantes. A partir de agora, o Hemocentro Coordenador de Goiás passa a concentrar etapas como a coleta e a criopreservação do material biológico.

    Com isso, o processo fica mais integrado. Segundo Rasível, essa centralização deve garantir resultados mais consistentes e, ao mesmo tempo, contribuir para elevar o índice de cura dos pacientes.

    Presenças

    A solenidade de inauguração contou com a presença da diretora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Luciana Carlos. Também participaram a diretora técnica do Hospital Alberto Rassi (HGG), Ana Cristina Novais, o subsecretário de Políticas e Ações em Saúde da SES, Luciano Moura, além de outros representantes da área da saúde em Goiás.

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