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    Votação de Messias ao STF coloca senadores de Goiás em lados opostos

    A votação sobre a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) está marcada para a próxima semana, e a discussão já gera movimentação entre os senadores de Goiás. Em um ano eleitoral, cada postura tem seu peso, e as escolhas feitas agora poderão influenciar diretamente a relação desses parlamentares com suas bases eleitorais.

    Wilder Morais: Contra Messias

    Wilder Morais (PL), pré-candidato ao governo de Goiás, tem sido claro em sua oposição à indicação de Messias. Como integrante da base bolsonarista, Wilder já indicou que seu voto será contrário à nomeação. Além disso, seu apoio ao pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, está cada vez mais evidente. Wilder usa a indicação de Messias como parte de sua estratégia para reforçar seu palanque para Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e para consolidar sua postura de oposição ao governo Lula. Esta decisão reflete a tentativa de Wilder de se alavancar politicamente na corrida ao governo de Goiás em 2026.

    Vanderlan Cardoso: Postura Reservada

    Vanderlan Cardoso (PSD), por sua vez, tem adotado uma postura mais cautelosa em relação à indicação de Messias. Em 2021, Vanderlan foi ativo ao pedir votos para a indicação de André Mendonça ao STF, chegando até a usar o Twitter para expressar seu apoio. No entanto, agora, em pleno ano eleitoral, sua postura mudou. A assessoria do senador divulgou recentemente que “o senador não deve manifestar voto. Ele não costuma abrir o voto para escolha de ministro do STF.” Essa mudança reflete uma tentativa de Vanderlan de manter uma distância das questões polêmicas, como a escolha do STF, e de focar na sua reeleição, que exige maior cautela política.

    Kajuru: Silêncio

    Jorge Kajuru (PSB), tradicionalmente aliado do governo Lula, ainda não se manifestou sobre a indicação de Messias. O Transmissão Política tentou entrar em contato com sua assessoria para obter uma posição, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. No entanto, dada sua história de apoio ao governo Lula, espera-se que Kajuru, eventualmente, se alinhe com a nomeação. O silêncio, por ora, levanta dúvidas sobre sua estratégia, mas não há grandes surpresas sobre seu provável apoio à nomeação de Messias.

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