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    Pré-candidatos ao Senado se dividem sobre vice de Daniel Vilela

    Zacharias Calil defende Mendanha, Vanderlan apoia Luiz do Carmo e Gracinha manifesta preferência por Zé Mário. Alexandre Baldy ainda não se posicionou.

    A escolha do nome que vai compor a chapa de Daniel Vilela ao Governo de Goiás ainda deve ficar para mais adiante. No entanto, a disputa pela vaga de vice já começou a movimentar os pré-candidatos ao Senado da base governista.

    Dos quatro nomes colocados para a majoritária, três já se posicionaram publicamente. Cada um defende uma alternativa diferente. O cenário, segundo avaliações feitas nos bastidores, segue equilibrado e ainda sem um favorito claro.

    Apoios declarados

    O primeiro a se posicionar foi o deputado federal e médico Zacharias Calil. A manifestação ocorreu logo após sua filiação ao MDB, partido de Daniel Vilela. Calil passou a defender o nome do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha, do PRD, para a vaga de vice na chapa governista.

    Além disso, Mendanha assumiu a presidência estadual da Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. Com isso, ampliou seu peso nas articulações internas da base.

    Depois de Zacharias, o senador Vanderlan Cardoso também tornou pública sua preferência. Candidato à reeleição, Vanderlan declarou apoio ao nome do ex-senador Luiz do Carmo, seu colega de partido, para ocupar a vaga de vice na chapa de Daniel Vilela.

    A movimentação dialoga com a relação política de Vanderlan com o segmento evangélico. Também se conecta à proximidade dele com o bispo Oídes do Carmo, irmão de Luiz do Carmo, em diferentes ciclos eleitorais.

    A terceira manifestação partiu de Gracinha Caiado, ex-primeira-dama de Goiás e pré-candidata ao Senado pelo União Brasil. Ela declarou apoio à indicação do ex-deputado federal José Mário Schreiner para a vice-governadoria.

    Nos demais movimentos da disputa, Zé Mário aparece como uma das alternativas consideradas pela base governista para a composição da chapa.

    Baldy ainda não se manifestou

    O único dos quatro pré-candidatos ao Senado que ainda não se manifestou publicamente sobre a preferência para a vice é Alexandre Baldy, do Progressistas.

    A reportagem procurou a assessoria do empresário, que também é vice-presidente sênior da BYD no Brasil. A equipe informou que ele estava em viagem à China.

    Até a publicação desta matéria, não houve retorno. Caso haja manifestação, a reportagem atualizará a informação.

    Definição deve ficar para depois

    Apesar das movimentações públicas, interlocutores da base avaliam que a definição do vice de Daniel Vilela não deve ocorrer de imediato.

    A tendência é que a escolha fique para as convenções partidárias ou para um período mais próximo delas. No entanto, algum fato político relevante pode alterar o equilíbrio atual e indicar vantagem mais clara para um dos nomes.

    Entre analistas e lideranças ligadas à base governista, também há consenso de que a decisão deve considerar pesquisas e critérios eleitorais. O objetivo é indicar um nome capaz de agregar à campanha, ampliar a competitividade da chapa e contribuir para a composição política.

    Por isso, a orientação no entorno de Daniel Vilela é conduzir a escolha com cautela. A ideia é evitar uma definição antecipada apenas para acomodar pressões internas.

    Até lá, os apoios declarados pelos pré-candidatos ao Senado funcionam como sinalizações de força. Ainda assim, eles não encerram a disputa pela indicação.

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