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    MPGO aciona Estado de Goiás por descontos em renegociação de dívidas

    Ministério Público diz que programa fiscal aplicou redução sobre atualização monetária, ponto que não estaria previsto em lei

    O Ministério Público de Goiás entrou com ação civil pública contra o Estado de Goiás por causa do programa Negocie Já II.

    A 59ª e a 86ª Promotorias de Justiça de Goiânia assinam a ação. O pedido inclui tutela de urgência.

    Segundo o MPGO, a Secretaria de Estado da Economia aplicou descontos que a lei não autorizou.

    Programa fiscal

    O Negocie Já II permite que contribuintes renegociem dívidas com o Estado.

    A Lei Estadual nº 23.983/2025 autorizou descontos sobre multas e juros de mora.

    No entanto, o MPGO afirma que a Secretaria da Economia também reduziu a atualização monetária dos créditos tributários.

    Para os promotores, a lei não permite esse tipo de desconto.

    Correção monetária

    De acordo com a ação, os descontos sobre atualização monetária chegaram a 99%.

    A Secretaria da Economia reconheceu a prática em resposta ao Ministério Público, segundo a ação.

    A pasta alegou que outra lei estadual retirou a correção monetária do conceito de crédito tributário.

    Porém, o MPGO contesta esse argumento.

    Para o órgão, a atualização monetária não representa multa. Também não gera ganho extra ao Estado.

    Ela apenas preserva o valor real da dívida diante da inflação.

    Impacto aos cofres públicos

    A ação cita um caso em que o desconto sobre atualização monetária somou R$ 13.488.963,24.

    Na avaliação dos promotores, esse valor representa renúncia fiscal.

    Além disso, o MPGO afirma que a prática pode criar desigualdade entre contribuintes.

    Isso porque quem paga os tributos em dia não recebe o mesmo benefício.

    Pedidos do MPGO

    O Ministério Público pede que a Justiça suspenda novos parcelamentos com desconto sobre atualização monetária.

    O órgão também quer a suspensão das adesões ao sistema eletrônico do programa.

    A medida valeria até a correção da metodologia de cálculo.

    Além disso, o MPGO pede multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

    Relatório e cobrança

    O Ministério Público também quer que o Estado apresente um relatório sobre as adesões já feitas.

    O documento deve mostrar o impacto financeiro dos descontos aplicados.

    Por fim, os promotores pedem um plano para recuperar os valores que deixaram de entrar nos cofres públicos.

    O prazo solicitado para esse plano é de 120 dias.

    O material enviado não informa se o governo estadual já se manifestou sobre a ação.

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