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    Governo avalia compra de complexo médico para possível mudança do HUGO

    Empreendimento em construção na região Sudeste de Goiânia teria sido oferecido ao Estado após incertezas envolvendo a Oncoclínicas

    Hospital de Urgências de Goiás, o HUGO, em Goiânia
    O Governo de Goiás avalia, nos bastidores, a possibilidade de comprar o complexo médico em construção na região Sudeste de Goiânia. A Oncoclínicas anunciou o local para abrigar o Cancer Center Oncoclínicas. Agora, a ideia em estudo seria usar a estrutura para uma eventual transferência do HUGO, o Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz.

    Hospital de Urgências de Goiás, o HUGO, em Goiânia
    HUGO é uma das principais portas de urgência e emergência de Goiás

    A operação ainda não tem confirmação oficial. Interlocutores tratam o assunto como uma análise preliminar. Além disso, a compra depende de avaliação jurídica, financeira e estrutural. O imóvel teria entrado no radar do governo em meio ao processo de revisão de investimentos da Oncoclínicas. Também pesam as incertezas sobre a situação financeira da empresa.

    Oferta ao Estado

    A Oncoclínicas e a Cedro anunciaram o complexo em 2024 como um dos maiores projetos privados de saúde em Goiás. O investimento estimado era de R$ 500 milhões. A proposta previa um hospital oncológico de alta complexidade, centro clínico, centro cirúrgico, UTI, hospital-dia, medicina diagnóstica e cerca de 400 leitos.

    Nos bastidores, porém, o empreendimento passou a ser visto por outro ângulo. A estrutura poderia atender ao Estado. Por isso, a avaliação envolve uma eventual mudança do HUGO, que hoje funciona no Setor Pedro Ludovico. A unidade fica em uma área urbana consolidada e tem limitações de espaço, expansão e logística.

    Gargalos do HUGO

    O HUGO é uma das principais portas de urgência e emergência de Goiás. No entanto, a unidade enfrenta problemas antigos de estrutura física, circulação interna, climatização e capacidade de ampliação. Em períodos de calor intenso, a falta de refrigeração adequada em determinados espaços também pesa na avaliação sobre a necessidade de modernização.

    Outro ponto citado por fontes próximas à discussão é a localização. O hospital fica em uma região movimentada da capital. Com isso, a logística de acesso fica mais difícil, sobretudo para ambulâncias e pacientes vindos de outras cidades.

    Nova localização

    A área do complexo da Oncoclínicas, no Parque Santa Cruz, poderia favorecer o acesso pela região Sul e Sudeste de Goiânia. Além disso, criaria uma nova porta hospitalar próxima a saídas para municípios como Bela Vista, Caldas Novas e outras cidades do interior.

    Nos bastidores, interlocutores comparam o caso ao HUGOL, que fica na região Noroeste da capital. A unidade tem melhor fluxo para atendimento de urgência e emergência. A leitura é que uma nova sede para o HUGO poderia seguir uma lógica parecida, com mais espaço, melhor logística e estrutura hospitalar mais moderna.

    Decisão sensível

    Apesar do interesse em estudo, a eventual compra exigiria cautela. O governo teria de avaliar o custo da operação, a origem dos recursos e a situação contratual do empreendimento. Também precisaria medir a viabilidade de adaptar o projeto original, pensado para oncologia, a uma unidade de urgência e emergência.

    Por isso, ninguém no governo trata o assunto como decisão tomada. A palavra usada por interlocutores é “viabilidade”. Ainda assim, o fato de o imóvel ter sido oferecido ao Estado abriu uma nova discussão sobre o futuro do HUGO. Também abriu espaço para avaliar a transformação de um projeto privado em uma estrutura estratégica da rede pública de saúde em Goiás.

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