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    Novo HUGO deve ampliar atendimento e mudar eixo da urgência em Goiânia

    Estrutura prevista para 2027 fica na região Sudeste da capital e pode melhorar acesso de pacientes vindos do interior

    A transferência do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz, o HUGO, para uma nova estrutura em Goiânia deve alterar a distribuição da rede estadual de urgência e emergência na capital. A unidade planejada pelo Governo de Goiás ficará na região Sudeste da cidade, no Conjunto Fabiana, e deve reforçar o atendimento de alta complexidade em um novo eixo da capital.

    Segundo o governo, a mudança busca enfrentar limitações estruturais do prédio atual, que funciona no Setor Pedro Ludovico. Entre os pontos citados estão a dificuldade de ampliar a unidade, a necessidade de reformas em um hospital em funcionamento e problemas ligados à circulação interna e à climatização.

    Com a nova localização, a proposta é ampliar a capacidade de atendimento e melhorar a logística para pacientes e ambulâncias vindos tanto de Goiânia quanto de outras regiões do estado. A leitura dentro da área da saúde é que o novo endereço pode facilitar o acesso de casos encaminhados pela região Sul e Sudeste goiana, enquanto o HUGOL permanece como referência no eixo Noroeste.

    Nova localização

    Infográfico mostra a localização do novo HUGO na região Sudeste de Goiânia e a ampliação prevista na estrutura hospitalar
    Infográfico mostra a localização do novo HUGO na região Sudeste de Goiânia e a ampliação prevista na estrutura hospitalar. Fonte: Governo de Goiás / Elaboração: Transmissão Política

    A futura unidade ficará em uma área com ligação mais favorável a corredores de deslocamento e saídas da capital. Por isso, a expectativa é de que o novo HUGO atenda, além de Goiânia, pacientes de cidades de diferentes regiões do estado, especialmente municípios com conexão pelas rotas do Sudeste goiano.

    Na prática, a mudança cria uma distribuição mais equilibrada da rede de urgência em Goiânia. Hoje, o HUGOL já concentra parte importante do atendimento no eixo Noroeste. Com o novo HUGO na região Sudeste, o Estado pretende dividir melhor os fluxos de atendimento de média e alta complexidade.

    A localização também pode reduzir parte da pressão sobre o prédio atual do HUGO, que fica em uma área mais adensada da capital. Além disso, o novo endereço abre espaço para uma organização mais ampla dos fluxos de ambulâncias, equipes médicas e pacientes transferidos de outras unidades.

    Ampliação da estrutura

    De acordo com os dados apresentados pelo governo, o novo HUGO terá 410 leitos, 90 leitos de UTI e 20 salas cirúrgicas. Hoje, o hospital conta com 52 leitos de UTI e 10 salas cirúrgicas. A proposta, portanto, é ampliar a capacidade operacional da unidade.

    O perfil de atendimento previsto inclui urgência e emergência, trauma, neurologia, neurocirurgia e cirurgias de alta complexidade. A estrutura também deve oferecer melhores condições de funcionamento para equipes e pacientes, inclusive em relação ao conforto térmico e à organização dos ambientes assistenciais.

    Heliponto homologado

    Outro ponto destacado no projeto é o heliponto diurno homologado, previsto na nova unidade. A estrutura deve permitir pousos e decolagens com mais segurança operacional.

    No prédio atual, a operação aérea convive com limitações relacionadas ao entorno urbano, como a presença de edificações próximas. Com a nova área, o governo pretende adequar esse tipo de atendimento, sobretudo em situações de transporte de pacientes em estado grave.

    Cronograma

    Segundo o governador Daniel Vilela, o cronograma inicial trabalha com a transferência definitiva do HUGO no começo de 2027. Antes disso, o Estado ainda precisa concluir as etapas burocráticas e financeiras da aquisição do imóvel, além de fazer os levantamentos técnicos para adaptar a estrutura ao atendimento público.

    O processo também deve contar com a participação do Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pela gestão da unidade. A instituição deverá colaborar na organização da migração e na definição do cronograma de transição.

    Prédio atual

    O governo ainda não definiu qual será a destinação do prédio atual do HUGO após a mudança. Segundo Daniel Vilela, essa decisão será tomada em etapa posterior, a partir de análises técnicas e da reorganização da rede estadual de saúde.

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