Usinas de Goiás investem em leveduras para nutrição animal
Biomassa gerada na produção de etanol ganha novos usos e amplia a diversificação das usinas goianas
Usinas de Goiás estão ampliando os negócios para além da produção de etanol, açúcar e bioeletricidade com leveduras para nutrição animal.
Segundo o Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), Denusa, Jalles, Caçu, Nova Galia e Boa Vista já produzem leveduras.
A produção atende principalmente ao mercado de nutrição animal.
Produção
Durante a fabricação do etanol, a fermentação feita com a levedura Saccharomyces cerevisiae gera biomassa celular.
As empresas recuperam parte desse material e aplicam processos de tratamento, concentração, autólise ou hidrólise.
Assim, produzem leveduras inativas, autolisadas e hidrolisadas.
Nutrição animal
A levedura inativa seca pode fornecer proteínas e outros nutrientes para rações de bovinos, aves, suínos, peixes, camarões e animais de companhia.
Além disso, a parede celular contém componentes como β-glucanas e mananoligossacarídeos.
Dessa forma, as leveduras para nutrição animal ampliam o aproveitamento da biomassa gerada durante a produção de etanol.
Derivados também podem atender aos mercados de alimentos, fermentação industrial e ingredientes funcionais.
Novos mercados
“A produção de leveduras é um bom exemplo de como uma usina pode diversificar sua atuação, agregar valor e acessar novos mercados”, afirmou André Rocha.
Ele é presidente executivo do Sifaeg e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).
Segundo a entidade, a iniciativa reforça a transformação das usinas em biorrefinarias.
Assim, as empresas conseguem obter diferentes produtos a partir da mesma matéria-prima.