Mendanha cobra reação imediata do Senado no caso Moraes e defende afastamento do ministro
Pré-candidato por Goiás defende afastamento do ministro e diz que grupo da CAE deve analisar imediatamente os novos fatos ligados ao Banco Master
O pré-candidato ao Senado por Goiás Gustavo Mendanha cobrou uma reação do Senado no caso Moraes após novos fatos revelados pela Polícia Federal sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Segundo Mendanha, o ministro do Supremo Tribunal Federal deveria pedir afastamento enquanto os fatos passam por esclarecimento. Além disso, ele defendeu que o Senado use os instrumentos disponíveis para acompanhar o caso.
Nesta semana, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de documentos e relatórios produzidos a partir de dados obtidos no celular de Vorcaro.
Mendonça também defendeu que o plenário do STF analise os novos elementos. Além disso, a PGR recebeu o material para se manifestar.
Afastamento de Moraes
Mendanha afirmou que a gravidade das informações exige uma resposta institucional.
“Os fatos que vieram a público são graves demais para serem tratados como mais uma disputa política. Na minha opinião, o ministro Alexandre de Moraes deveria pedir seu afastamento enquanto tudo é esclarecido. Isso ajudaria a preservar a investigação, o próprio Supremo e a confiança das pessoas nas instituições. Espero também que o STF enfrente essa situação em plenário, com transparência e sem corporativismo”, afirmou Mendanha.
Para o pré-candidato, portanto, o afastamento ajudaria a preservar tanto a investigação quanto a confiança nas instituições.
Além disso, Mendanha defendeu que o STF trate o assunto em plenário.
Grupo do Banco Master
Mendanha também cobrou uma reação do Senado no caso Moraes sem esperar a conclusão das discussões no Supremo.
A Comissão de Assuntos Econômicos já mantém um grupo de trabalho voltado às investigações relacionadas ao Banco Master.
O GT já realizou reuniões com a Polícia Federal e o STF. Além disso, aprovou requerimentos de informações, audiências e oitivas sobre diferentes ramificações do caso.
Segundo Mendanha, o grupo deveria se reunir imediatamente para analisar os novos fatos.
Além disso, ele defendeu a solicitação dos documentos cabíveis e a oitiva das autoridades responsáveis pelas investigações.
“O Senado não precisa esperar um pedido de impeachment para cumprir seu papel. Já existe um grupo criado para acompanhar o Banco Master. Esse grupo pode buscar informações, ouvir autoridades e acompanhar as novas ramificações das investigações. Espero que o Senado aja agora, com firmeza, responsabilidade e agilidade. Um caso dessa gravidade não pode ficar se arrastando indefinidamente”, disse.
Atuação em 2027
Mendanha afirmou que espera uma solução institucional antes do início da próxima legislatura.
Caso o assunto permaneça sem resposta, porém, ele disse que pretende atuar diretamente sobre o tema se conquistar uma vaga no Senado.
“Espero sinceramente que tudo esteja esclarecido e resolvido muito antes de fevereiro de 2027. Mas, se essa situação chegar lá sem uma resposta e os goianos me derem a oportunidade de estar no Senado, vou trabalhar desde o primeiro dia para que os fatos sejam analisados e os procedimentos avancem. Se houver crime de responsabilidade comprovado, não vou me omitir na hora de votar. A lei tem que valer para todos”, concluiu.
Dessa forma, Mendanha vinculou sua posição sobre o caso à cobrança por uma reação do Senado no caso Moraes e ao acompanhamento das investigações relacionadas ao Banco Master.