Wilder Morais avalia instalar câmeras nas fardas de policiais em Goiás
Senador diz que tema será debatido nos primeiros 100 dias de um eventual governo e sinaliza posição diferente da adotada por Flávio Bolsonaro
O candidato do PL ao Governo de Goiás, senador Wilder Morais, afirmou que poderá discutir o uso de câmeras corporais em policiais de Goiás caso seja eleito.
A declaração ocorreu nesta segunda-feira (14), durante entrevista à Rádio Sucesso. Além disso, Wilder disse que pretende ouvir a Corregedoria da Polícia Militar e integrantes da corporação nos primeiros 100 dias de um eventual mandato.
Segundo ele, não existe resistência prévia à medida.
“Com relação às câmeras corporais, hoje em Goiás a gente ainda não usa. Assim que a gente chegar ao governo, a partir dos 100 dias, nós vamos sentar com a corregedoria, com os policiais e eu não tenho nenhuma dificuldade. O que a nossa corporação entender que é bom para a sociedade e para a segurança pública, nós vamos ter. Como também se decidir não ter, eu também vou ficar com a corporação”, afirmou Wilder.
Wilder quer ouvir a corporação
A declaração abre a possibilidade de implantação da tecnologia em Goiás.
No entanto, Wilder condicionou a decisão à avaliação da própria corporação.
Assim, o candidato afirmou que pretende discutir o assunto antes de definir uma posição final.
Além disso, Wilder disse que acompanhará o entendimento dos policiais e da Corregedoria sobre os possíveis impactos da medida.
Posição difere de Flávio Bolsonaro
A sinalização sobre câmeras corporais em policiais de Goiás contrasta com a posição adotada por Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência.
Flávio tem se manifestado contra a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais por policiais.
Segundo ele, os equipamentos podem prejudicar a atuação dos agentes de segurança.
Além disso, o presidenciável já criticou determinações do Supremo Tribunal Federal relacionadas ao uso obrigatório e contínuo da tecnologia.
Flávio critica fiscalização
Flávio argumenta que uma fiscalização excessiva pode fazer policiais deixarem de agir em determinadas situações.
Segundo o candidato, os agentes poderiam temer erros e eventuais responsabilizações judiciais.
Por isso, ele considera que a obrigatoriedade dificulta o trabalho das forças de segurança.
Ao comentar o tema, Flávio afirmou que medidas desse tipo beneficiam criminosos.
“Os vagabundos agradecem”, declarou.
Assim, enquanto Flávio rejeita a obrigatoriedade, Wilder afirma estar aberto a discutir o uso de câmeras corporais em policiais de Goiás com a corporação.