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    Mendanha é primeiro candidato ao Senado em Goiás a aderir a pedido de impeachment de Moraes

    Documento cita elementos do caso Banco Master, enquanto candidato defende apuração com direito à defesa e eventual responsabilização

    O candidato ao Senado por Goiás Gustavo Mendanha anunciou nesta terça-feira (15) adesão ao pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.

    Mendanha fez a declaração durante entrevista à PUC TV. Além disso, tornou-se o primeiro candidato ao Senado em Goiás a aderir ao documento articulado nacionalmente por Deltan Dallagnol.

    Os autores pretendem encaminhar a denúncia por crime de responsabilidade à Presidência do Senado Federal.

    Documento será levado ao Senado

    Deltan Dallagnol, Filipe Barros e Ricardo Alexandre da Silva estão entre os autores do documento.

    Além disso, eles pedem a abertura de processo de impeachment contra Moraes com base em fatos relacionados às investigações do Banco Master.

    “Todos somos iguais perante a lei e precisamos ser cobrados com o mesmo rigor. Se um ministro do Supremo descumpriu a lei, ele precisa ser investigado e, se o crime for comprovado, punido. O Senado tem essa responsabilidade constitucional e não pode abrir mão dela”, afirmou Mendanha.

    Assim, o candidato defendeu que o Senado analise as acusações apresentadas no documento.

    Pedido cita caso Banco Master

    O pedido de impeachment de Alexandre de Moraes menciona mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro que a Polícia Federal recuperou durante as investigações.

    Segundo os autores da denúncia, o conteúdo levanta questionamentos sobre a relação entre Vorcaro e Alexandre de Moraes.

    Além disso, o texto cita o contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

    O documento também menciona episódios recentes envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça.

    No entanto, essas referências integram as alegações dos autores e não comprovam, por si só, crime de responsabilidade.

    Mendanha defende apuração

    A denúncia cita o artigo 52 da Constituição Federal, a Lei nº 1.079 de 1950 e o Regimento Interno do Senado.

    Essas normas atribuem ao Senado a competência para processar e julgar ministros do Supremo em casos de crime de responsabilidade.

    Mendanha, por sua vez, afirmou que as autoridades precisam apurar as acusações dentro das regras institucionais.

    Além disso, defendeu o direito à defesa e eventual responsabilização somente após comprovação.

    “Respeito o Supremo Tribunal Federal como instituição. Mas ninguém pode estar acima da lei. Se houver comprovação de crime de responsabilidade, não vou ter receio de votar pela penalização de quem quer que seja. É para isso que a Constituição deu essa atribuição ao Senado Federal”, disse.

    Dessa forma, a adesão de Mendanha ao pedido de impeachment de Alexandre de Moraes passa a integrar o debate eleitoral para o Senado em Goiás.

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