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    “Nenhum ministro do Supremo está acima da lei”, afirma Gracinha Caiado

    Durante sabatina, candidata ao Senado também defendeu medidas patrimoniais contra agressores e voltou a tratar do combate ao feminicídio

    A candidata ao Senado Gracinha Caiado (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (23/9) que ministros do STF citados no contexto do caso Banco Master devem passar por investigação. A declaração ocorreu durante sabatina ao portal Mais Goiás.

    Segundo Gracinha, nenhuma autoridade pode receber tratamento diferente perante a lei. Nesse sentido, a candidata incluiu ministros do Supremo Tribunal Federal entre aqueles que devem responder por eventuais irregularidades.

    “Não é aceitável que um ministro do Supremo ache que ele está acima da lei. Ninguém está acima da lei, nem ministro, nem governador, nem presidente”, declarou.

    Investigação no STF

    Durante a entrevista, Gracinha Caiado sobre ministros do STF defendeu apuração dos nomes mencionados no contexto do caso Banco Master.

    Além disso, a candidata afirmou que eventual investigação não deve levar em consideração o presidente responsável pela indicação do ministro.

    “Não se pode ter um ministro de preferência. Ele tem que ter notório saber jurídico e estar ali para julgar os processos dignamente”, afirmou.

    Em seguida, Gracinha acrescentou: “Que sejam investigados, seja de que lado forem ou por qual presidente tenham sido indicados”.

    Por outro lado, a simples citação de ministros no contexto do caso não comprova irregularidade. A própria fala da candidata trata da necessidade de investigação para apurar eventuais responsabilidades.

    Papel do Senado

    Gracinha também defendeu uma atuação mais incisiva do Senado na fiscalização do Judiciário.

    Segundo a candidata, senadores precisam analisar pedidos de impeachment contra ministros quando esses processos apresentarem elementos para discussão.

    Além disso, ela defendeu que o Senado exerça suas atribuições institucionais diante de questionamentos envolvendo integrantes do Supremo.

    “É preciso ter a coragem para que se ponha para a votação, porque não é aceitável que o ministro do Supremo ache que ele está acima da lei”, afirmou.

    Ao mesmo tempo, Gracinha reforçou que aplica o mesmo entendimento a autoridades de outros Poderes.

    “Todos aqueles que cometerem qualquer crime, seja quem for, devem ser punidos, porque a lei é igual para todos”, declarou.

    Combate ao feminicídio

    Durante a sabatina, Gracinha também tratou da violência contra as mulheres.

    Nesse contexto, a candidata afirmou que considera a erradicação do feminicídio e das agressões um dos seus objetivos.

    Além disso, ela relembrou o período em que atuou como primeira-dama e coordenadora do Goiás Social.

    Gracinha citou dados segundo os quais oito em cada dez crimes contra mulheres teriam como autores os próprios parceiros.

    Segundo ela, 76% desses crimes também aconteceriam dentro da residência da vítima.

    “A cada 10 crimes cometidos, 8 são pelos parceiros da mulher. E o que me deixa mais triste é que 76% desses crimes acontecem dentro da própria casa”, declarou.

    Bens de agressores

    Como proposta, Gracinha defendeu que o poder público confisque bens de agressores e transfira o patrimônio para mulheres vítimas de violência.

    Já nos casos de feminicídio, segundo ela, os familiares da vítima deveriam receber esses bens.

    “Sendo uma pena pecuniária, de valores e de patrimônio, você consegue inibir esses homens violentos que, infelizmente, ainda existem”, afirmou.

    Além disso, Gracinha citou ações desenvolvidas em Goiás para proteção e autonomia das mulheres.

    Entre elas, mencionou o Goiás por Elas, as Salas Lilás, o aplicativo Mulher Mais Segura e a Patrulha Maria da Penha.

    Políticas sociais

    Gracinha também abordou políticas sociais durante a entrevista.

    Segundo a candidata, mais de 600 mil pessoas deixaram a pobreza em Goiás entre 2019 e 2024.

    Além disso, ela destacou o Goiás Social como uma iniciativa voltada à geração de autonomia e renda.

    “As pessoas não querem favor, elas querem oportunidade para trabalhar”, afirmou.

    Na sequência, Gracinha disse que o programa buscou criar condições para que famílias ampliassem a própria renda.

    “Foi isso que fizemos com o Goiás Social: construímos pontes para que as famílias transformassem suas próprias vidas”, declarou.

    Por fim, ao falar novamente sobre o Judiciário, Gracinha Caiado sobre ministros do STF reiterou que defende investigação quando houver elementos e aplicação da lei independentemente do cargo ocupado.

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