“Não somos números, somos mulheres”, reforça Bia de Lima ao pedir mais segurança em GO
Deputada cobra medidas de proteção após agressão contra professora aposentada da UFG, de 79 anos, e cita 58 feminicídios registrados no estado em 2026.
A deputada estadual Bia de Lima (PT) cobrou mais segurança para as mulheres em Goiás durante discurso na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (21). A parlamentar repercutiu a agressão contra Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG). A vítima sofreu um ataque com uma garrafa de vidro no domingo (18), no Setor Bueno, em Goiânia. Além disso, Bia questionou os indicadores de segurança divulgados pelo governo estadual e defendeu medidas específicas de proteção às mulheres.
“Gosta-se muito de propalar as estatísticas dizendo que o Estado de Goiás é um dos mais seguros do Brasil. Eu venho questionando se este Estado é seguro para nós mulheres. Não é”, afirmou a deputada. Durante o pronunciamento, Bia destacou que Goiás contabilizou 58 feminicídios em 2026, conforme dados citados por ela. Além disso, declarou que a violência contra mulheres exige atenção além dos índices gerais de criminalidade. A professora Elizabeth Caramaschi permanece internada em estado grave, enquanto a Polícia Civil investiga a agressão como tentativa de feminicídio. A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito.
Ao cobrar mais segurança para as mulheres em Goiás, Bia de Lima afirmou que as políticas públicas precisam garantir proteção efetiva às vítimas. “É como se nós fôssemos números e não pessoas, não cidadãs”, declarou. Segundo a parlamentar, o enfrentamento à violência deve incluir medidas de prevenção, investigação e proteção de mulheres e meninas. Por isso, ela defendeu que o debate sobre segurança pública considere também os casos de violência de gênero. A deputada encerrou o discurso com críticas à distância entre os indicadores divulgados pelo Estado e a realidade enfrentada pelas vítimas.