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    Feminicídios aumentam 113% em Goiás, e Adriana Accorsi cobra ações do governo

    No Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, deputada aponta 47 mortes no primeiro semestre e critica falta de investimentos na proteção às mulheres.

    Goiás registrou aumento de mais de 113% nos casos de feminicídio no primeiro semestre de 2026, segundo dados apresentados pela deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT). O número de mulheres assassinadas passou de 22 para 47, na comparação com o mesmo período de 2025. Nesta sexta-feira (6), Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, a parlamentar criticou os índices e cobrou medidas do governo estadual.

    Segundo Adriana, Goiás apresentou o maior crescimento proporcional de feminicídios do país no período. Enquanto isso, o Brasil registrou queda de aproximadamente 2,5%, passando de 760 casos em 2025 para 741 em 2026. “Os dados são assustadores. E nós não podemos aceitar isso”, afirmou.

    Críticas ao governo

    A deputada atribuiu o aumento dos feminicídios em Goiás à falta de investimentos na segurança pública. Segundo ela, delegacias enfrentam dificuldades de funcionamento, além da insuficiência de servidores e viaturas. No entanto, a parlamentar reconheceu os esforços das forças policiais, especialmente das mulheres que atuam na segurança.

    Adriana também criticou o discurso adotado pelo governador eleito e pelo ex-governador durante a campanha eleitoral. Segundo ela, ambos apresentaram Goiás como um estado sem criminalidade, apesar dos registros de violência contra mulheres.

    “Tem violência, sim. Ou será que a vida das mulheres de Goiás não vale nada?”, questionou.

    Dia de combate

    O Dia Estadual de Combate ao Feminicídio foi instituído pela Lei Estadual nº 20.281/2018, de autoria de Adriana Accorsi quando exercia mandato na Assembleia Legislativa de Goiás.

    A data homenageia Raphaella Noviski Romano, de 16 anos, assassinada a tiros em uma escola estadual de Alexânia. Além disso, busca promover campanhas educativas, debates e ações de prevenção à violência contra mulheres.

    “Não basta punir depois que a tragédia acontece. Precisamos prevenir, proteger e salvar vidas”, afirmou a deputada.

    De acordo com os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública citados pela parlamentar, Goiás passou de 22 feminicídios no primeiro semestre de 2025 para 47 no mesmo período de 2026.

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