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    Marine Le Pen é condenada por desvio de recursos e pode ficar fora da disputa presidencial na França

    Decisão da Justiça francesa torna a líder da extrema-direita inelegível, ameaçando sua candidatura em 2027; Le Pen liderava as pesquisas

    Coluna Política | Jornal Liberal

    Um tribunal de Paris condenou nesta quarta-feira (27) a deputada francesa Marine Le Pen por desvio de recursos públicos no Parlamento Europeu, tornando-a inelegível por um período ainda a ser definido. A decisão é passível de recurso, mas representa um duro golpe nas pretensões da líder do Reagrupamento Nacional (RN), que liderava as pesquisas para a eleição presidencial de 2027.

    Segundo a investigação, Le Pen e membros do partido teriam utilizado verba de funcionários parlamentares para financiar atividades políticas internas do RN, prática proibida pelas regras do Parlamento Europeu. Estima-se que mais de 600 mil euros tenham sido desviados.

    A decisão da corte francesa pode inviabilizar juridicamente a principal voz da extrema-direita na França. Le Pen, que foi derrotada por Emmanuel Macron nas eleições de 2017 e 2022, se preparava para nova tentativa, agora com chances reais de vitória.

    Impacto político imediato

    A inelegibilidade de Le Pen, embora ainda sujeita a recurso, já gera movimentações dentro da direita francesa. Jordan Bardella, atual presidente do partido e apadrinhado político da deputada, pode assumir a linha de frente do projeto presidencial do RN, caso o cenário se confirme.

    Especialistas indicam que a exclusão de Le Pen do pleito pode abrir espaço para um novo realinhamento político na França — tanto no campo conservador quanto no progressista. A esquerda e o centro observam com atenção os desdobramentos jurídicos, diante do risco de radicalização do discurso de seus opositores.

    Reação de Le Pen

    Por meio de sua equipe de comunicação, Le Pen afirmou que recorrerá da decisão e classificou o julgamento como uma “perseguição política orquestrada”. Segundo ela, “a democracia francesa está sendo minada por decisões judiciais enviesadas”, em referência à atuação do Ministério Público europeu.

    O caso é um exemplo de como questões jurídicas podem alterar completamente o tabuleiro político europeu, em meio ao crescimento de forças populistas e antissistema.

    Fonte: Le Monde

     

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