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    Movimentação dos EUA aproxima invasão terrestre no Irã

    Escalada militar no Oriente Médio aumenta pressão sobre Teerã e reforça cenário de ação em solo avaliada pelo Pentágono

    A movimentação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio elevou a tensão com o Irã e aproximou a possibilidade de uma invasão terrestre. Reportagem da Reuters, com base em informações do Washington Post, mostra que o Pentágono prepara planos para semanas de operações em solo iraniano, com uso de forças especiais e infantaria convencional. Até agora, porém, o presidente Donald Trump ainda não confirmou essa etapa.

    Reforço militar muda o cenário

    O novo quadro ganhou força com o reforço militar enviado para a região. O USS Tripoli chegou à área do Comando Central dos EUA com cerca de 3,5 mil fuzileiros navais e marinheiros. Além disso, os Estados Unidos também preparam o envio de militares da 82ª Divisão Aerotransportada, uma das tropas de resposta rápida mais conhecidas do Exército americano. Dessa forma, Washington amplia sua capacidade de reação e deixa pronta uma opção de combate direto, caso a guerra avance ainda mais.

    Pentágono estuda ações limitadas em solo

    Segundo as apurações publicadas nos Estados Unidos, os planos em estudo não falam, neste momento, em ocupação total do Irã ou marcha até Teerã. A prioridade seria realizar ações limitadas e de alto impacto para atingir alvos estratégicos. Entre eles aparecem instalações ligadas ao programa nuclear iraniano, estruturas de mísseis e pontos centrais para o escoamento de petróleo, como a Ilha de Kharg. Por isso, mesmo sem anúncio oficial de invasão, o conflito entrou em uma fase mais arriscada.

    Operação já passa de 9 mil alvos

    A campanha militar americana já ganhou grande escala desde o fim de fevereiro. O Centcom afirma que a Operação Epic Fury ultrapassou a marca de 9 mil alvos iranianos atingidos. Além disso, mais de 140 embarcações do Irã sofreram danos ou foram destruídas desde o início da ofensiva. Enquanto isso, novas reportagens mostram que a infraestrutura de mísseis balísticos iranianos sofreu danos severos, embora ainda não tenha sido neutralizada por completo.

    Tensão cresce também no campo político

    Do outro lado, o Irã reagiu com ameaças abertas. Autoridades iranianas acusam os EUA de preparar uma agressão em solo enquanto mantêm discurso público de negociação. O Parlamento iraniano já sinalizou que responderá com força caso tropas americanas entrem no país. Ao mesmo tempo, o debate cresceu em Washington. Parlamentares e aliados de Trump divergem sobre o custo político, militar e econômico de uma guerra terrestre mais ampla.

    Possibilidade deixou de ser remota

    Assim, a crise entrou em um ponto decisivo. A movimentação dos EUA, o reforço naval e os planos do Pentágono indicam que a hipótese de ação terrestre deixou de ser apenas um cenário remoto. Ainda não há ordem final da Casa Branca. No entanto, a preparação militar em curso mostra que essa possibilidade está hoje mais próxima do que em qualquer outro momento desde o início da Operação Epic Fury.

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