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    Petróleo sobe após nova troca de ataques entre Israel e Irã

    Escalada no Oriente Médio reacende temor de interrupção no fornecimento global e aumenta pressão sobre o Estreito de Ormuz

    O petróleo sobe nesta segunda-feira em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. A reação do mercado ocorre após uma nova troca de ataques entre Israel e Irã, que voltou a ampliar as incertezas sobre o fornecimento global da commodity.

    Além disso, investidores passaram a monitorar com mais atenção o risco de interrupção prolongada no Estreito de Ormuz. A rota marítima está entre as mais importantes para o transporte mundial de petróleo e, por isso, qualquer ameaça ao fluxo de embarcações costuma pressionar os preços internacionais.

    Risco geopolítico

    A escalada também aumenta a pressão sobre o frágil cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos na região. Com isso, o mercado voltou a incluir nos preços o risco geopolítico, principalmente diante da possibilidade de impactos diretos na oferta global.

    Na sexta-feira, os contratos haviam encerrado o dia em queda. No entanto, a nova rodada de tensão mudou o humor dos investidores e levou o petróleo a subir no início da semana.

    Estreito de Ormuz

    O Estreito de Ormuz concentra parte relevante do transporte internacional de petróleo. Por esse motivo, o mercado acompanha qualquer sinal de restrição ou risco à navegação na região.

    Além disso, uma interrupção prolongada poderia afetar o abastecimento e pressionar combustíveis em diferentes países. Dessa forma, o conflito entre Israel e Irã voltou a ocupar o centro das atenções no mercado de energia.

    Produção da Opep+

    Nesse cenário, a Opep+ decidiu elevar a produção em cerca de 188 mil barris por dia em julho. Este será o quarto aumento mensal consecutivo do grupo.

    Ainda assim, analistas mantêm cautela sobre a capacidade de esses volumes adicionais chegarem, de fato, ao mercado. Portanto, a elevação da produção não eliminou as preocupações com a oferta.

    Preços em alta

    Há pouco, o WTI para julho avançava 3,61%, cotado a US$ 93,81. Já o Brent para agosto subia 3,25%, a US$ 96,12.

    Com isso, o petróleo sobe pressionado pela combinação de tensão militar, risco logístico e dúvidas sobre a oferta. Além disso, o mercado deve seguir atento aos próximos movimentos de Israel, Irã, Estados Unidos e países produtores.

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