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    Lula vai ao G7 com tarifas dos EUA e veto europeu à carne na agenda

    Presidente participa da cúpula na França entre segunda (15) e quarta-feira (17). Governo brasileiro tenta avançar nas negociações comerciais com Estados Unidos e União Europeia.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo (14) para Évian-les-Bains, na França, onde participará da Cúpula do G7. O encontro reúne algumas das maiores economias do mundo e ocorrerá entre segunda-feira (15) e quarta-feira (17).

    Durante a viagem, o governo brasileiro pretende discutir dois assuntos que afetam diretamente o comércio exterior do país. De um lado, existe a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Além disso, a União Europeia anunciou restrições à importação de alimentos de origem animal produzidos no Brasil.

    Possível encontro com Trump

    Até o momento, os governos não confirmaram uma reunião bilateral entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, diplomatas brasileiros mantêm contatos com representantes norte-americanos para tentar resolver o impasse comercial.

    O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de adotar práticas consideradas desleais no comércio. Entre os pontos citados está o funcionamento do Pix. Segundo autoridades norte-americanas, o sistema brasileiro prejudicaria empresas de pagamentos eletrônicos dos Estados Unidos.

    Ainda assim, o governo brasileiro tenta evitar uma nova barreira comercial. Por isso, uma eventual conversa entre Lula e Trump poderá abrir espaço para negociações.

    Caso o encontro aconteça, será a primeira reunião entre os dois após os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas estrangeiras.

    Veto europeu preocupa governo brasileiro

    Além das tarifas norte-americanas, Lula também deve tratar das restrições anunciadas pela União Europeia. O bloco decidiu retirar o Brasil da lista de países autorizados a vender carnes, pescados, mel e outros produtos de origem animal ao mercado europeu.

    A medida deve começar a valer em 3 de setembro. Por isso, o Itamaraty tenta abrir uma negociação para entender os motivos da decisão. Ao mesmo tempo, o governo busca uma solução antes da entrada em vigor do veto.

    Ainda não existe confirmação de uma reunião entre Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Mesmo assim, representantes brasileiros devem manifestar preocupação com as medidas adotadas pelo bloco.

    Além disso, o tema surge em um momento no qual Brasil e União Europeia tentam avançar no acordo comercial com o Mercosul. Dessa forma, novas restrições podem aumentar as dificuldades nas negociações entre as partes.

    Desenvolvimento e inteligência artificial

    Durante a cúpula, Lula participará de debates sobre desenvolvimento internacional, crescimento econômico e reforma das instituições globais. Nesse sentido, o presidente deverá defender mudanças em organismos como a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio.

    A agenda também inclui um almoço dedicado à inteligência artificial. Além disso, Lula terá uma reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.

    O encontro poderá abrir caminho para futuras negociações comerciais entre o Japão e o Mercosul. Portanto, além dos impasses com Estados Unidos e União Europeia, o governo brasileiro tentará ampliar suas relações com outros mercados durante a viagem.

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