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    Onda de calor deixa 1 mil mortos na França e afeta serviços na Europa

    Temperaturas chegaram a 40°C em algumas regiões; calor extremo também provocou alertas de saúde, problemas no transporte e impacto na geração de energia

    A forte onda de calor que atinge a Europa deixou 1 mil mortos na França, segundo autoridades de saúde do país. A maior parte das vítimas era formada por idosos que viviam em instituições de cuidado ou em residências particulares.

    As temperaturas chegaram a 40°C em algumas regiões do continente. Além disso, o calor extremo pressionou sistemas de saúde, afetou transportes, prejudicou a geração de energia e provocou alertas em diferentes países.

    França

    Na França, a agência de saúde pública informou que o número de mortes ainda pode aumentar. Isso deve ocorrer porque as autoridades continuam reunindo dados sobre óbitos registrados durante o período de calor mais intenso.

    Embora a temperatura tenha começado a cair em boa parte do país, algumas regiões do nordeste francês ainda seguem em alerta. Além disso, o Ministério da Saúde afirmou que os efeitos da onda de calor podem continuar mesmo após a melhora do clima.

    No fim de semana, tempestades atingiram partes da França e trouxeram ar mais frio. No entanto, elas também causaram transtornos. Segundo a concessionária Enedis, 36 mil residências ficaram sem energia no norte e no centro do país.

    Calor extremo

    A onda de calor começou em 20 de junho e atingiu vários países europeus. De acordo com cientistas, o episódio está entre os mais severos já registrados no continente.

    Além da França, países como Áustria, Alemanha, Polônia e República Tcheca registraram temperaturas acima dos recordes locais. Por isso, autoridades recomendaram que a população evitasse atividades físicas em horários de maior calor.

    Na República Tcheca, o calor também elevou os níveis de ozônio próximos ao solo. Com isso, regiões do centro e do norte do país receberam alertas de poluição.

    Energia e transporte

    O calor intenso também afetou a infraestrutura europeia. Na Alemanha, serviços ferroviários sofreram redução em uma linha importante na Renânia do Norte-Vestfália. Além disso, bondes foram suspensos na cidade de Leipzig.

    Na Hungria, a usina nuclear de Paks pode reduzir novamente a produção por causa da alta temperatura do rio Danúbio. A água do rio abastece o sistema de resfriamento da unidade.

    Já na Itália, a queda no fluxo do rio Pó permitiu o avanço da água do mar para o interior. A situação preocupa agricultores e também ameaça áreas protegidas no delta do rio.

    Mudanças climáticas

    Especialistas relacionam o aumento da frequência das ondas de calor ao avanço das mudanças climáticas. Segundo cientistas, temperaturas extremas como as registradas nos últimos dias ficaram muito mais prováveis nas últimas décadas.

    A Organização Mundial da Saúde também alertou para o impacto do calor extremo. Segundo a entidade, milhões de pessoas enfrentam temperaturas perigosas, enquanto escolas, casas e locais de trabalho ainda não estão preparados para episódios cada vez mais frequentes.

    Meteorologistas preveem alívio em parte da Europa Ocidental nos próximos dias. No entanto, a massa de ar quente deve avançar para áreas da Europa Central e dos Bálcãs.

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