EUA anunciam “sanções mais duras da história” contra o Irã e pressionam China
Governo Trump promete ampliar cerco econômico a Teerã e ameaça países que mantiverem apoio ao regime iraniano
As sanções dos EUA contra o Irã devem entrar em uma nova fase, segundo anúncio feito nesta quinta-feira (20). O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Washington pretende impor as “sanções mais duras da história” contra Teerã.
Além disso, o governo de Donald Trump ameaçou aplicar consequências econômicas contra países que continuarem apoiando o Irã.
Petróleo entra no centro da pressão
A pressão americana mira principalmente o setor de petróleo iraniano. Nesse cenário, a China aparece como o principal alvo indireto da estratégia.
O país é o maior comprador do petróleo do Irã e adquiriu cerca de 1,38 milhão de barris por dia em 2025.
Segundo a Reuters, mais de 80% do petróleo iraniano exportado por via marítima teve a China como destino naquele ano.
Diante disso, Bessent pediu cooperação de Pequim. Por outro lado, o governo chinês rejeitou o uso de sanções e defendeu uma solução diplomática.
Assim, as sanções dos EUA contra o Irã também ampliam a pressão sobre países que mantêm relações comerciais com Teerã.
Irã reage às ameaças
O governo iraniano reagiu às declarações e classificou a estratégia americana como “terrorismo econômico”.
Além disso, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, criticou Washington.
Ao mesmo tempo, as relações entre os dois países seguem tensas diante do impasse envolvendo o Estreito de Ormuz.
A rota é estratégica para o comércio mundial de energia e permanece no centro das tensões entre Washington e Teerã.
Petróleo sobe
O anúncio americano também teve reflexos no mercado internacional nesta quinta-feira.
O petróleo Brent fechou o dia a US$ 93,78 por barril. Já o WTI chegou a US$ 87,83.
Além disso, ambos avançaram mais de 2% diante do temor de uma nova escalada no Oriente Médio.
Por fim, o governo americano deve apresentar mais detalhes sobre as sanções dos EUA contra o Irã na próxima segunda-feira (24).