Trump defende substituição de Zelensky na Ucrânia
Presidente dos Estados Unidos pede nova liderança ucraniana após divergências sobre acordo com a Rússia e ataques a refinarias de petróleo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu neste sábado (10) a substituição do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A declaração ocorreu após divergências sobre um acordo entre Washington e Moscou para ampliar a oferta de diesel russo no mercado internacional. Trump também criticou os ataques ucranianos contra refinarias de petróleo na Rússia.
Durante conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump afirmou que Zelensky deixou passar oportunidades de negociar o fim da guerra. Segundo o americano, a Ucrânia deveria escolher um novo presidente disposto a alcançar um entendimento com Moscou. Além disso, Trump responsabilizou os ataques às instalações petrolíferas russas por parte da pressão sobre os preços dos combustíveis.
A declaração ocorreu um dia depois de Trump anunciar um entendimento com o presidente russo, Vladimir Putin, para flexibilizar restrições ao diesel da Rússia. O objetivo anunciado pelo governo americano é aumentar a oferta internacional e conter a alta dos preços. Entretanto, a iniciativa recebeu críticas de autoridades ucranianas e parlamentares dos Estados Unidos.
Zelensky responde às críticas
Zelensky reagiu ao posicionamento americano e afirmou que cabe exclusivamente aos ucranianos decidir quem deve governar o país. O presidente também criticou a flexibilização das sanções contra Moscou. Segundo ele, a medida pode beneficiar financeiramente a Rússia enquanto o conflito continua.
Neste domingo (11), Zelensky afirmou que a Ucrânia poderá organizar eleições presidenciais caso a Rússia aceite um cessar-fogo total de 60 dias. O país mantém a lei marcial desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, o que impede a realização de eleições durante o conflito.
Negociações e cessar-fogo
A tensão diplomática ocorre enquanto representantes americanos, ucranianos e europeus buscam alternativas para encerrar a guerra. No entanto, as divergências sobre sanções econômicas e ataques à infraestrutura energética continuam dificultando as negociações.
Neste domingo, Trump anunciou um suposto cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia. Zelensky declarou apoio à proposta, mas disse aguardar detalhes dos Estados Unidos e a confirmação da participação russa. Até o anúncio, Moscou não havia confirmado publicamente os termos do entendimento.