Eleições nos EUA: democratas lideram pesquisas para Câmara e Senado tem disputas apertadas
Levantamento Reuters/Ipsos aponta 53% a 44% para os democratas na preferência nacional pela Câmara; pesquisas estaduais mostram disputas equilibradas pelo Senado.
A oito dias das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, as pesquisas eleitorais divulgadas nesta segunda-feira (26/10) mostram os democratas à frente dos republicanos na disputa pela Câmara dos Representantes. Segundo a Reuters/Ipsos, o Partido Democrata registra 53% das intenções de voto entre os eleitores prováveis, contra 44% do Partido Republicano. A diferença chega a nove pontos percentuais.

A votação está marcada para 3 de novembro e definirá o controle do Congresso durante os dois últimos anos do mandato de Donald Trump. Os americanos escolherão os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e disputarão 35 cadeiras no Senado. Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas.
Democratas lideram pesquisas para Câmara
O levantamento Reuters/Ipsos, realizado entre 22 e 26 de outubro, aponta vantagem democrata de nove pontos percentuais. Outras pesquisas eleitorais nos EUA também registram números favoráveis ao partido. A Morning Consult apresenta 50% para os democratas e 43% para os republicanos. Já a Rasmussen Reports indica 48% contra 43%.
Na média de levantamentos compilada pelo RealClearPolling até 23 de outubro, os democratas aparecem com 51,1%, enquanto os republicanos somam 42,8%. A diferença é de 8,3 pontos percentuais. Entretanto, os números nacionais não representam automaticamente a distribuição de cadeiras, já que cada distrito eleitoral escolhe seu próprio deputado.
Além disso, a pesquisa Reuters/Ipsos mostra que apenas 32% dos americanos aprovam o desempenho de Donald Trump. Na avaliação da economia, a aprovação chega a 25%. O custo de vida aparece entre os principais fatores de insatisfação dos entrevistados.
Senado registra disputas apertadas
No Senado, as pesquisas apresentam cenários diferentes entre os estados. No Michigan, levantamento da Universidade Estadual de Michigan, divulgado nesta segunda-feira, aponta Abdul El-Sayed, do Partido Democrata, com 48%, contra 45,5% de Mike Rogers, do Partido Republicano.
Em New Hampshire, pesquisa Rasmussen Reports registra 50% para o democrata Chris Pappas e 44% para o republicano John Sununu. Já na Carolina do Norte, levantamento da Quantus Insights mostra Roy Cooper com 51,4% e Michael Whatley com 42,8%.
Outros dois estados apresentam empates nos levantamentos recentes. No Maine, Troy Jackson e a senadora republicana Susan Collins aparecem com 47% cada, segundo a Trafalgar Group. No Texas, James Talarico e Ken Paxton registram 45% cada na pesquisa Rasmussen Reports.
Em Ohio, o democrata Sherrod Brown aparece com 47%, contra 44% do republicano Jon Husted, segundo a InsiderAdvantage. Em Iowa, Ashley Hinson, do Partido Republicano, registra 47%, enquanto o democrata Josh Turek soma 45%.
Na Geórgia, pesquisa Quantus Insights aponta o senador democrata Jon Ossoff com 51,8% e o republicano Mike Collins com 44,9%. Os resultados mostram diferenças importantes entre as disputas estaduais, embora cada levantamento tenha metodologia e margem de erro próprias.
Disputa pelo controle do Congresso
Atualmente, os republicanos possuem 53 cadeiras no Senado, contra 45 democratas e dois independentes que atuam com o partido. Para conquistar a maioria sem depender do voto de desempate do vice-presidente republicano, os democratas precisam alcançar 51 cadeiras, o que exige um ganho líquido de quatro vagas.
Na Câmara, o partido que conquistar pelo menos 218 das 435 cadeiras terá maioria, considerando o plenário completo. O resultado poderá alterar a relação entre o Congresso e a Casa Branca, especialmente nas votações sobre orçamento, projetos de lei e fiscalização do governo federal.
A pesquisa Reuters/Ipsos ouviu 1.679 adultos entre 22 e 26 de outubro, com margem de erro de 2,4 pontos percentuais para a amostra geral. A margem é maior para subgrupos, como os eleitores prováveis. Já o levantamento Quantus Insights na Carolina do Norte entrevistou 722 eleitores prováveis, com margem de erro de quatro pontos percentuais.
As pesquisas eleitorais nos EUA representam um retrato das preferências dos entrevistados antes da votação. Portanto, não constituem resultados oficiais nem garantem a distribuição final das cadeiras. A eleição de 3 de novembro definirá a composição do Congresso que acompanhará a segunda metade do mandato de Trump.