Pesquisa New York Times/Siena mostra democratas à frente em sete estados na véspera das eleições dos EUA
Levantamentos apontam diferenças de até 11 pontos na disputa pelo Senado; Alasca e Iowa registram disputas apertadas.
A um dia das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, sete pesquisas finais do New York Times/Siena mostram candidatos democratas numericamente à frente nas disputas pelo Senado. Os levantamentos, divulgados no domingo (1º), abrangem Michigan, Texas, Maine, Kansas, Ohio, Alasca e Iowa. As diferenças variam de um a 11 pontos percentuais, enquanto republicanos e democratas disputam o controle do Congresso na votação de terça-feira (3).
Em Michigan, o democrata Abdul El-Sayed registra 53% das intenções de voto, contra 42% do republicano Mike Rogers. A diferença de 11 pontos é a maior entre os sete estados pesquisados. Já no Texas, James Talarico aparece com 50%, enquanto Ken Paxton soma 43%. O resultado chama atenção porque o estado não elege um democrata para o Senado desde 1988.

Cinco estados
Além de Michigan e Texas, os democratas apresentam diferenças de cinco ou seis pontos em outros três estados. Em Maine, Troy Jackson registra 51%, contra 45% da senadora republicana Susan Collins. No Kansas, Adam Hamilton alcança 49%, enquanto Roger Marshall soma 44%. O libertário David Graham aparece com 4%.
Em Ohio, o ex-senador democrata Sherrod Brown tem 49% das intenções de voto, contra 44% do republicano Jon Husted. Entretanto, parte dessas diferenças permanece dentro dos intervalos de incerteza dos levantamentos. Por isso, os resultados exigem cautela na interpretação.
Alasca e Iowa
As menores diferenças aparecem no Alasca e em Iowa. No Alasca, a democrata Mary Peltola registra 48%, contra 46% do senador republicano Dan Sullivan. Já em Iowa, Josh Turek aparece com 48%, enquanto a republicana Ashley Hinson soma 47%.
Segundo o diretor do Siena Research Institute, Don Levy, Iowa apresenta um cenário praticamente empatado. Além disso, ele destacou que a quantidade de disputas apertadas mantém indefinido o controle do Senado. As pesquisas representam a intenção de voto no período analisado e não antecipam os resultados oficiais.
Economia e Trump
A avaliação do presidente Donald Trump e o custo de vida também aparecem entre os fatores analisados pelo levantamento. No conjunto dos sete estados, 38% dos eleitores prováveis aprovam o desempenho do presidente. Além disso, os democratas registram uma vantagem de nove pontos quando os entrevistados avaliam qual partido lidaria melhor com o custo de vida.
Os números refletem o peso da economia na reta final da campanha. Entretanto, o levantamento também identificou eleitores indecisos e diferenças de comportamento entre grupos demográficos, elementos que podem influenciar a composição do próximo Congresso.
Metodologia
As pesquisas ocorreram entre 23 de outubro e 1º de novembro, com entrevistas telefônicas a eleitores prováveis. Ao todo, os sete levantamentos ouviram 5.708 pessoas. As margens de erro informadas pelo Siena variam de 3,4 pontos percentuais no Texas a cinco pontos no Alasca.
Atualmente, os republicanos controlam o Senado por 53 cadeiras a 47. Para conquistar a maioria, os democratas precisam preservar suas cadeiras e obter um saldo de quatro vagas. A votação acontece nesta terça-feira, 3 de novembro.