Brasil registra deflação em agosto, puxada por energia e alimentos
IPCA recua 0,11% e surpreende mercado; inflação em 12 meses fica em 5,13%, ligeiramente acima das projeções.
Deflação inesperada
O Brasil registrou deflação de 0,11% em agosto, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta terça-feira (9).
O resultado surpreendeu o mercado, que projetava queda menor. Além disso, marcou a primeira deflação desde agosto de 2024 e a mais intensa para o mês desde 2022.
Queda em energia e alimentos
A retração foi influenciada principalmente pela redução nos preços da energia elétrica (-4,21%) e dos combustíveis (-0,89%).
Entre os alimentos, os destaques foram:
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tomate (-13,39%);
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batata (-8,59%);
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cebola (-8,69%);
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arroz (-2,61%).
Dessa forma, esses itens tiveram peso importante no alívio do bolso do consumidor durante o mês.
Inflação acumulada em 12 meses
Apesar da deflação no período, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 5,13%, ligeiramente acima da expectativa do mercado, que era de 5,09%.
Segundo analistas, o resultado mostra que, embora exista um alívio pontual em alguns setores, a pressão inflacionária ainda preocupa.
Contexto histórico
O Brasil havia registrado deflação pela última vez em agosto de 2024. O resultado deste ano, no entanto, mostrou intensidade maior.
Na comparação, apenas 2022 teve comportamento semelhante, quando o corte de impostos sobre combustíveis ajudou a reduzir os preços.