Alcolumbre reage a Lula e diz que governo tenta “desqualificar” o Senado após demora no envio da indicação de Jorge Messias ao STF
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, elevou o tom e criticou a estratégia do governo Lula durante a disputa pela vaga no Supremo Tribunal Federal. Ele afirmou que setores do Executivo tentam criar, diante da sociedade, a impressão de que o Congresso resolve conflitos por meio de acordos fisiológicos. Além disso, declarou que considera ofensiva qualquer narrativa que associe o Legislativo a barganhas por cargos ou emendas.
Alcolumbre destacou que o governo não enviou a mensagem com a indicação de Jorge Messias ao STF. Segundo ele, a demora causa “perplexidade” e gera dúvidas sobre a intenção do Planalto. Dessa forma, o presidente do Senado reforçou que a sabatina só começa após o envio da documentação oficial, prerrogativa exclusiva do Executivo.
Mesmo assim, Alcolumbre disse que o cronograma de análise é responsabilidade do Senado. Ele avaliou que nenhum Poder pode se colocar acima do outro e defendeu que cada um cumpra seu papel dentro das normas constitucionais. Além disso, afirmou que não aceitará qualquer tentativa de interferência ou pressão sobre o processo.
“Não se pode permitir que um Poder tente desmoralizar o outro para fins de autopromoção. Isso não corresponde à realidade”, afirmou.
O senador ressaltou que o prazo previsto para a sabatina segue o padrão das indicações anteriores. De acordo com ele, a definição ficará para 2025, o que evita pressa e protege a análise técnica do nome escolhido pelo governo. Ele avaliou que o modelo impede distorções e fortalece a independência do Senado.
Alcolumbre concluiu dizendo que espera um processo transparente. Além disso, afirmou que a Presidência da República não deve interferir na decisão soberana da Casa. Para ele, o Senado seguirá com autonomia e fará a sabatina no tempo definido pelas regras internas.