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    PF chega a seis meses de investigação sobre fraude bilionária ligada ao Banco Master

    Operação Compliance Zero já teve seis fases, prisões e bloqueio de R$ 27,7 bilhões em bens de investigados

    A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, completou seis meses nesta segunda-feira (18). A investigação apura uma suposta fraude bilionária ligada ao Banco Master. Desde novembro de 2025, a operação já teve seis fases.

    Segundo a Agência Brasil, a Justiça autorizou o bloqueio e o sequestro de cerca de R$ 27,7 bilhões em bens de investigados. Além disso, a PF cumpriu mandados de prisão e de busca em diferentes etapas da apuração.

    Suspeitas investigadas

    De acordo com a Polícia Federal, o caso envolve suspeitas de fabricação de carteiras de crédito sem lastro financeiro. Além disso, a investigação apura venda de ativos a outro banco. A PF também apura possível atuação de agentes públicos em favor de interesses privados.

    A apuração começou no início de 2024, a pedido do Ministério Público Federal. Depois disso, a PF passou a investigar suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e repasse de informações sigilosas sobre investigações em andamento.

    Prisões e bloqueios

    Desde a primeira fase, a Justiça decretou prisões temporárias e preventivas. Entre os alvos está o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também houve buscas na Bahia, em Minas Gerais, no Piauí, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Distrito Federal.

    Na fase mais recente, deflagrada em 14 de maio, a PF cumpriu novos mandados. Dois dias depois, agentes prenderam em Dubai o hacker Victor Lima Sedlmaier, um dos investigados no caso. A ação teve apoio da Interpol e de autoridades dos Emirados Árabes Unidos.

    Áudios de Flávio

    Além disso, o caso ganhou novo capítulo após a divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Nos registros, Flávio pede recursos para financiar o filme Dark Horse, sobre a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018.

    Flávio admitiu a veracidade dos áudios. No entanto, negou irregularidades. Segundo o senador, os valores foram usados na produção do filme.

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