STF pode decidir soltura de pai e primo de Vorcaro em julgamento que expõe racha na Segunda Turma
Placar está em 2 a 0 pela manutenção das prisões, mas pedido de vista adiou decisão e deixou o voto de Kassio no centro do caso.
O julgamento na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal pode decidir a soltura de pai e primo de Vorcaro e expôs uma divisão interna sobre as medidas adotadas no caso Banco Master. Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro são alvo de prisões preventivas questionadas pela defesa.
Até a interrupção da análise, o placar estava em 2 a 0 pela manutenção das prisões. André Mendonça votou para manter as detenções dos investigados. Em seguida, Luiz Fux acompanhou o entendimento.
Vista de Gilmar
A análise, no entanto, foi suspensa após pedido de vista de Gilmar Mendes. O ministro criticou o que chamou de “autoritarismo penal judicial” e, com isso, sinalizou desconforto com medidas mais duras adotadas no caso.
Nos bastidores, aliados dos investigados passaram a interpretar decisões de Mendonça como uma forma de pressão para avançar uma eventual delação. Entre os pontos citados, estão a transferência para presídio de segurança máxima e as restrições de acesso da defesa.
Voto de Kassio
Agora, com o julgamento suspenso, o voto de Kassio Nunes Marques ganhou peso no desfecho. Caso ele divirja de Mendonça e Fux, pode abrir caminho para a soltura de pai e primo de Vorcaro ou para medidas cautelares alternativas.
A defesa, por outro lado, nega a necessidade das prisões e tenta reverter as decisões no STF.
Banco Master
O caso faz parte da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e à tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília, o BRB.
Além disso, a definição da Segunda Turma pode ter impacto direto sobre a situação de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro. Ao mesmo tempo, o julgamento amplia o debate interno no STF sobre o alcance das medidas cautelares em investigações financeiras.