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    AtlasIntel nega indução em pesquisa suspensa pelo TSE após pedido de Flávio Bolsonaro e PL

    Instituto afirma que questionário principal foi concluído antes de teste com áudio e diz que colabora com a Justiça Eleitoral

    A AtlasIntel afirmou, em nota à imprensa, que respeitará a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, sobre a pesquisa de registro BR-06939/2026. Além disso, a empresa disse que colabora com a Justiça Eleitoral e fornece os esclarecimentos metodológicos solicitados sobre o levantamento.

    Segundo o instituto, a AtlasIntel concluiu a pesquisa antes de qualquer contato dos entrevistados com o áudio citado na controvérsia. A empresa também negou indução nas respostas. De acordo com a nota, os participantes enviaram o questionário principal de forma definitiva antes do redirecionamento para uma página separada, onde ocorria o teste de reação ao áudio pela ferramenta Atlas VRC.

    A AtlasIntel afirma que a ferramenta mede a reação dos participantes a conteúdos audiovisuais segundo a segundo. Ainda assim, a empresa sustenta que essa etapa tinha finalidade analítica distinta e participação voluntária. O instituto também declarou que, após o envio do questionário, os entrevistados não conseguiam retornar para alterar respostas já registradas.

    Na nota, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, disse que não reconhece viés político na elaboração ou aplicação do estudo. Além disso, a empresa afirmou que outros levantamentos posteriores identificaram impacto semelhante do episódio nas intenções de voto. Para o instituto, esse dado reforça que os resultados refletiam uma dinâmica real da opinião pública. A pesquisa ouviu 5.032 eleitores entre 13 e 18 de maio, com margem de erro de 1 ponto percentual e registro BR-06939/2026 no TSE.

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