Dólar cai para R$ 5,08, e bolsa recua pela quarta vez consecutiva
Juros altos e valorização do petróleo favorecem o real
O mercado financeiro brasileiro encerrou esta segunda-feira (20) com movimentos distintos. O dólar caiu diante do real e terminou abaixo de R$ 5,09. Enquanto isso, a Bolsa brasileira registrou a quarta sessão consecutiva de queda.
O dólar à vista recuou 0,42% e fechou cotado a R$ 5,0896. Já o Ibovespa caiu 0,20%, aos 173.371,35 pontos. As perdas das ações da Vale pesaram sobre o índice, embora a valorização da Petrobras tenha limitado o recuo.
No início do dia, os investidores reagiram à possibilidade de redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. No entanto, novas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, voltaram a elevar a cautela nos mercados.
Dólar perde força
A moeda norte-americana chegou a ser negociada acima de R$ 5,11 durante a abertura. Depois, porém, passou a recuar diante da menor procura por ativos considerados mais seguros.
Além disso, o diferencial entre os juros brasileiros e norte-americanos continuou favorecendo o real. Esse cenário estimula operações conhecidas como carry trade, nas quais investidores buscam recursos em mercados com juros menores para aplicá-los em países com taxas mais elevadas.
Com isso, o dólar caiu para R$ 5,09 no fechamento. No acumulado de julho, a moeda apresenta desvalorização de 1,42% diante do real. Já no ano, a queda chega a 7,28%.
A valorização do petróleo também ajudou a moeda brasileira. Isso ocorre porque preços mais altos da commodity podem aumentar a entrada de dólares no país por meio das exportações.
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho. As exportações somaram US$ 6,113 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 5,587 bilhões.
Bolsa recua
O Ibovespa chegou a superar os 174 mil pontos durante a manhã. Entretanto, perdeu força ao longo da tarde e encerrou o pregão em baixa pela quarta vez consecutiva.
As ações da Vale recuaram 1,38%, acompanhando a queda do minério de ferro. Por outro lado, os papéis da Petrobras avançaram com a valorização do petróleo e ajudaram a reduzir as perdas do principal índice da B3.
Apesar da queda diária, o Ibovespa acumula alta de 0,78% em julho. No ano, o índice ainda apresenta avanço de 7,60%.
Petróleo sobe
Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta, mas oscilaram durante a sessão. O mercado acompanhou as negociações diplomáticas e os novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
O petróleo Brent, referência internacional e para a Petrobras, subiu 1,27% e terminou cotado a US$ 89,22 o barril. Já o WTI avançou 0,90%, para US$ 83,23.
As preocupações com o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz continuam influenciando os preços. Além disso, novas ameaças de interrupção das rotas no Mar Vermelho mantêm o mercado atento aos riscos para a oferta mundial.
Portanto, embora o dólar tenha caído para R$ 5,09, o ambiente externo seguiu marcado pela cautela. A evolução das tensões no Oriente Médio deverá continuar no radar dos investidores nos próximos pregões.