Resumo do dia: quem desistiu e quais partidos ficaram neutros em 2026
Aécio Neves deixa a disputa após 40 anos de mandatos, enquanto seis partidos optam pela neutralidade na eleição presidencial
A corrida eleitoral de 2026 registrou novas mudanças nesta terça-feira, 4 de agosto. Enquanto políticos anunciaram desistências ou trocaram de projeto, partidos de centro decidiram não apoiar oficialmente nenhum candidato à Presidência da República.
O principal anúncio do dia veio do deputado federal Aécio Neves. Presidente nacional do PSDB, ele informou que não disputará nenhum cargo nas eleições deste ano.
Além disso, Republicanos, União Brasil e Podemos confirmaram a neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto. Com isso, seis partidos ou federações já adotaram essa posição.
Aécio fica fora das urnas
Aécio Neves afirmou que pretende concentrar sua atuação no fortalecimento do PSDB e na construção de um projeto político de centro.
A decisão encerra, pelo menos temporariamente, uma trajetória de 40 anos consecutivos em cargos eletivos. O tucano já foi deputado, presidente da Câmara, governador de Minas Gerais e senador.
Também disputou a Presidência da República em 2014. Na ocasião, foi derrotado por Dilma Rousseff, do PT, no segundo turno.
Embora tenha desistido da eleição, Aécio afirmou que a decisão não representa uma despedida definitiva da vida pública. Ele continuará na presidência nacional do PSDB.
Girão muda de disputa
Outra mudança ocorreu com o senador Eduardo Girão, do Novo. Ele deixou a pré-candidatura ao Governo do Ceará para assumir a vaga de vice na chapa presidencial de Romeu Zema.
O anúncio foi realizado nesta terça-feira. Dessa forma, o Novo terá uma chapa formada apenas por integrantes do próprio partido na disputa pelo Palácio do Planalto.
Cleitinho tenta voltar
O senador Cleitinho também movimentou o cenário político. Na segunda-feira, 3 de agosto, ele anunciou que não disputaria o Governo de Minas Gerais.
Entretanto, durante a convenção nacional do Republicanos, realizada nesta terça-feira, Cleitinho pediu autorização para voltar à disputa.
O presidente nacional do partido, Marcos Pereira, recusou o pedido. Segundo o dirigente, o partido considerou o assunto encerrado após as mudanças de posicionamento do senador.
Álvaro Dias deixa disputa
Também repercutiu nesta terça-feira a desistência do ex-senador Álvaro Dias. O anúncio, porém, ocorreu na noite de segunda-feira.
Filiado ao MDB, Álvaro Dias decidiu não concorrer ao Senado pelo Paraná. Ele afirmou que não encontrou condições políticas para construir uma candidatura de unidade dentro do grupo liderado pelo então governador Ratinho Junior.
Partidos ficam neutros
Ao mesmo tempo, o Republicanos decidiu não lançar candidato a presidente ou vice-presidente. A legenda também não apoiará oficialmente nenhum dos nomes colocados na disputa nacional.
Apesar disso, os diretórios estaduais poderão construir alianças conforme os cenários locais. A decisão foi tomada durante a convenção nacional realizada em Brasília.
O União Brasil também confirmou a neutralidade nesta terça-feira. A sigla liberou seus diretórios estaduais e filiados para apoiarem os candidatos que considerarem mais adequados em cada estado.
Posteriormente, o Podemos anunciou a mesma posição. A presidente nacional do partido, Renata Abreu, declarou que a decisão foi tomada após consultas a dirigentes, parlamentares e filiados.
Seis legendas sem apoio nacional
Com as decisões tomadas durante o período das convenções, seis partidos ou federações adotaram neutralidade na eleição presidencial.
O grupo reúne MDB, Federação PSDB-Cidadania, Progressistas, União Brasil, Republicanos e Podemos.
Portanto, essas legendas não terão candidatura própria nem apoio nacional obrigatório. Entretanto, lideranças e diretórios estaduais poderão participar de palanques diferentes, conforme as alianças regionais.
A estratégia representa uma mudança em relação a 2022, quando essas forças apoiaram candidatos ou participaram de coligações presidenciais. Em 2026, porém, as siglas decidiram priorizar as disputas estaduais e a eleição de deputados e senadores.