Eleições 2026: veja o que movimentou a política brasileira neste sábado (22)
Atos de Lula e Flávio Bolsonaro no Rio, pressão por debates, propostas dos presidenciáveis e arrecadação das campanhas marcaram o sábado.
As Eleições 2026 movimentaram a política brasileira neste sábado (22), sétimo dia oficial de campanha. Os principais candidatos intensificaram agendas e discursos pelo país.
Além disso, a corrida presidencial ganhou novos capítulos com propostas, estratégias para o primeiro debate e a divulgação dos primeiros números de arrecadação das campanhas.
Lula no Rio
O presidente Lula (PT) realizou um ato de campanha no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Durante o discurso, Lula colocou a segurança pública entre os principais temas. Ele prometeu ampliar a atuação federal contra o crime organizado e recuperar territórios dominados por facções.
Além disso, o presidente falou sobre investimentos em Defesa, educação e saúde. O ato reuniu Eduardo Paes (PSD), Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD).
Flávio Bolsonaro
Praticamente no mesmo horário, Flávio Bolsonaro (PL) participou de um ato no Maracanãzinho, também no Rio de Janeiro.
O candidato concentrou o discurso na segurança pública. Entre as propostas, defendeu aumento de penas, combate às facções e classificação de organizações criminosas como terroristas.
Flávio também afirmou que pretende manter o Bolsa Família e anunciou a proposta de criação do programa “Minha Primeira Empresa”.
O evento marcou ainda o lançamento da candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio.
Pressão pelo debate
O primeiro debate presidencial das Eleições 2026 está marcado para este domingo (23), às 20h, na Band.
A emissora convidou Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury.
Neste sábado, Caiado (PSD) voltou a criticar candidatos que evitam debates. Durante agenda em Campinas, ele defendeu os encontros como oportunidade para comparar propostas.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) também afirmou que gostaria de ver Lula e Flávio no debate, por considerar que o eleitor deseja conhecer os planos dos candidatos.
Zema aumenta o tom
Romeu Zema (Novo) lançou neste sábado um jingle de campanha produzido com auxílio de inteligência artificial.
A peça faz ataques ao PT e mostra representações de Lula e de ministros do Supremo Tribunal Federal usando roupas de presidiários.
Além disso, durante agenda em São Paulo, Zema defendeu uma nova reforma da Previdência e relacionou futuras mudanças no tempo de contribuição ao aumento da expectativa de vida.
Renan Santos
Renan Santos (Missão) visitou o Jardim Panorama, na Zona Sul de São Paulo, e apresentou uma proposta nacional para urbanização de comunidades.
Segundo o candidato, o programa teria investimentos entre R$ 1,3 trilhão e R$ 1,5 trilhão durante um período de dez a 15 anos.
A proposta prevê regularização de imóveis, melhorias habitacionais e ampliação de serviços públicos em comunidades.
Além disso, um levantamento divulgado neste sábado mostrou crescimento das menções a Renan nas redes sociais durante agosto.
Dinheiro de campanha
Os primeiros números de arrecadação dos presidenciáveis também ganharam destaque neste sábado.
Romeu Zema declarou R$ 2,7 milhões em receitas. Desse total, R$ 2,5 milhões foram repassados pela direção nacional do Novo.
Renan Santos registrou R$ 1,22 milhão, praticamente todo arrecadado por meio de financiamento coletivo.
Já Lula declarou R$ 165,5 mil. O PT repassou R$ 150 mil por meio do fundo partidário.
Até a atualização dos dados consultados neste sábado, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado ainda não haviam registrado receitas no DivulgaCand.
Assim, o sábado terminou com as campanhas aumentando a presença nas ruas e tentando definir os principais temas da disputa presidencial.
Segurança pública ganhou espaço nos discursos, enquanto o debate deste domingo deve abrir uma nova etapa da corrida pelo Palácio do Planalto.