198 candidatos com contas irregulares ou rejeitadas têm registro aprovado no país
Levantamento identifica 226 nomes nas listas dos tribunais de contas; nove tiveram candidatura negada, mas podem recorrer ou já apresentaram recurso.
Dos 226 candidatos às eleições de 2026 identificados em listas de gestores com contas irregulares ou rejeitadas, 198 aparecem com registro aprovado pela Justiça Eleitoral.
O número representa 87,6% do total, segundo levantamento consolidado nesta terça-feira (15).
A pesquisa cruza informações dos tribunais de contas com a base de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os registros aprovados, 188 estão classificados como deferidos. Outros dez receberam decisão favorável, mas estão em prazo recursal ou têm recurso em andamento.
Por outro lado, nove candidatos tiveram o registro indeferido e ainda podem recorrer ou já recorreram.
A planilha também contabiliza 11 renúncias e oito candidaturas que aguardam julgamento ou têm análise pendente.
| Situação do registro | Candidatos |
|---|---|
| Deferido | 188 |
| Deferido em prazo recursal ou com recurso | 10 |
| Indeferido em prazo recursal ou com recurso | 9 |
| Renúncia | 11 |
| Aguardando julgamento | 6 |
| Pendente de julgamento | 2 |
| Total | 226 |
Contas irregulares ou rejeitadas não geram impedimento automático
A presença nas listas dos tribunais de contas não torna um candidato automaticamente inelegível.
Segundo o TSE, esses documentos auxiliam a análise dos registros, mas a Justiça Eleitoral precisa avaliar cada caso antes de decidir sobre a participação na disputa.
Da mesma forma, a aprovação da candidatura não significa que a Justiça aprovou as contas da gestão.
O levantamento ressalta que decisões dos órgãos de controle podem ter sido suspensas ou modificadas judicialmente.
Nove registros negados
A relação de candidaturas indeferidas em prazo recursal ou com recurso inclui Edjane da Fetagri (PT-AM), Dr. Flávio (PL-RJ), Paulo Mustrangi (PT-RJ), Ruy Muniz (PV-MG) e Dr. Washington (MDB-CE).
Também aparecem Valdir Ribeiro (PSB-MT), Joa (PSD-RJ), Pedro Mendes (PDT-RJ) e Ezequiel Neiva (PL-RO).
Os fundamentos das decisões variam.
Para Dr. Flávio, a base registra descumprimento de requisito formal.
No caso de Valdir Ribeiro, aponta ausência de desincompatibilização, relativa ao afastamento de determinadas funções para disputar a eleição.
Portanto, os dados não permitem atribuir todos os indeferimentos à situação das contas.
O cruzamento identificou os candidatos pelo CPF completo ou pela combinação de nome e dígitos compatíveis do CPF parcial.
A metodologia excluiu associações feitas apenas pelo nome.
Os registros refletem a base de 15 de setembro e podem mudar após novas decisões.
Assim, a presença de candidatos com contas irregulares ou rejeitadas nas listas não define, isoladamente, a situação eleitoral de cada registro.